Revista Eletrönica Null / EMagazine Null

A Revista com a escrita certa do Brasil e do Mundo para bons leitores brasileiros e estrangeiros. / Die Zeitschrift schriftlich mit einigen von Brasilien und der ganzen Welt für gute Leser Brasilianer und Ausländer.

Exposição permanente no Museu de Astronomia (Mast): “Olhar o Céu, Medir a Terra”

luz 5 luz 4 luz 1

banner olhar o ceu

A exposição permanente “Olhar o Céu, Medir a Terra”, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), explora a relação entre a ciência e a configuração territorial do Brasil a partir de instrumentos científicos de medição do tempo e do espaço do Acervo Museológico do MAST e de documentos históricos.

Inaugurada em 19 de dezembro de 2011, a mostra reúne instrumentos científicos que fazem parte do acervo do MAST, em sua maioria peças originais do século XIX que pertenceram ao Imperial Observatório, hoje Observatório Nacional (ON). Também estão expostas réplicas de instrumentos dos séculos XVI e XVII, além de documentos, mapas, vídeos e fotografias de diferentes períodos da história da ciência no Brasil.

Durante as grandes navegações, as medições das coordenadas de latitude e longitude, eram feitas com o auxílio de uma série de instrumentos que permitiam medir as alturas dos astros: astrolábios, quadrantes, balestilhas e a bússola. Além destes, quando se queria confeccionar uma carta de marear ou carta náutica, era necessário o uso de compassos e réguas para transferir os dados coletados para o papel.

Nesta exposição, entre os instrumentos científicos expostos, destacamos a réplica de um astrolábio português da Casa de Góes e compassos provenientes do século XVII, cujas peças originais encontram-se no Museu Naval do Rio de Janeiro. Além da réplica de uma balestilha e ainda o instrumento original mais antigo da mostra, um quarto de círculo do século XVIII, utilizado na determinação da altura de estrelas.

No percurso apresentado pela exposição, é abordada a dinâmica da formação de fronteiras. Como a discussão em torno da “Exata Medida da América”, na qual a definição da linha do Tratado de Tordesilhas é o ponto principal. E também a definição de fronteiras no Brasil, pois, no século XIX, o território do Brasil ainda não estava totalmente mapeado: era preciso traçar seus limites com os países vizinhos.

Outra questão interessante apresentada na exposição é a ambientação do acampamento da Expedição da Comissão Exploradora do Planalto Central, realizada em 1892, que apresenta as condições de trabalho e os instrumentos usados, na época, para a demarcação do quadrilátero da futura capital do Brasil.

  • Observações e Medidas

observações

Os descobrimentos de novas terras, resultados de viagens marítimas realizadas pelos europeus durante os séculos XV e XVI, não aconteceram ao acaso. Embora a história das navegações esteja repleta de aventuras, sucessos e tragédias, sair pelos mares não era uma jornada sem rumo previamente estabelecido. Ao contrário, os cosmógrafos e pilotos levavam consigo todo o material que permitisse o deslocamento seguro e confiável para os padrões da época.

Durante as viagens, quando as condições eram favoráveis, tomava-se a altura do Sol ao meio dia – momento em que essa estrela passa pelo meridiano do lugar (para se determinar a latitude). O mesmo era feito à noite, a partir da observação das estrelas mais brilhantes que compunham as constelações conhecidas. O cálculo da longitude era feito por estimativa, a partir da observação da estrela Polar, no hemisfério norte, e das estrelas da constelação do Cruzeiro, no hemisfério sul.

O conhecimento científico sobre as propriedades da esfera e a utilização de instrumentos que permitiam determinar a altura dos astros, possibilitaram a aventura atlântica, iniciada pelos portugueses e espanhóis no século XV. O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) vem mostrar, através da exposição “Olhar o Céu, Medir a Terra”, como a astronomia e outros saberes foram de fundamental importância pra expansão ultramarina.

Uma parte significativa do acervo do MAST dialoga com esse tema. Na mostra, estão expostas peças originais do século XIX que pertenceram ao Imperial Observatório, hoje Observatório Nacional (ON). Além de réplicas de instrumentos dos séculos XVI e XVII, documentos, mapas, vídeos e fotografias de diferentes períodos da história da ciência no Brasil. Instrumentos que permitiam medir as alturas dos astros como os astrolábios, quadrantes, balestilhas e a bússola; e eram utilizados para confeccionar cartas náuticas como compassos e réguas.

  • “Território e Ciência”

mast 35

A exposição “Olhar o Céu, Medir a Terra” destaca como a ciência contribuiu para a formação de limites e fronteiras do território nacional. Teodolitos, sextantes, círculos meridianos, lunetas, cronômetros, relógios, bússolas e barômetros foram utilizados por astrônomos, militares e engenheiros, na obtenção de informações para a confecção de mapas para a demarcação do território brasileiro.

Em 1892, estabeleceu-se a Comissão Exploradora do Planalto Central, cujo objetivo era demarcar e explorar a região da futura Capital Federal. Chefiada por Luiz Cruls, diretor do Observatório Nacional e professor da Escola Superior de Guerra, a comissão reuniu, para a viagem, cientistas de diversas disciplinas equipados com teodolitos, aneroides, bússolas e podômetros, além de instrumentos meteorológicos e material fotográfico.

Luiz Cruls chefiou também, em 1901, uma das três comissões instituídas pelo governo federal para determinar as coordenadas geográficas da nascente do Rio Javari, na Amazônia, buscando assim delimitar as fronteiras entre o Brasil e a Bolívia. Nessas comissões, o conhecimento da astronomia e de outros saberes era fundamental para o estabelecimento das posições geográficas.

Nesta mostra permanente do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), vários instrumentos científicos, que fazem parte de seu acervo, em sua maioria peças originais do século XIX que pertenceram ao Imperial Observatório, estão expostos, além de réplicas de instrumentos dos séculos XVI e XVII, documentos, mapas, painéis, vídeos e fotografias de diferentes períodos da história da ciência no Brasil.

 A exposição permanente “Olhar o Céu, Medir a Terra”, está localizada no prédio sede do MAST e pode ser visitada às terças, quintas e sextas, das 9h às 17h; quartas, das 9h às 20h; sábados, das 14h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 18h. A entrada é gratuita.
 luz 7
  • Serviço:

Exposição “Olhar o Céu, Medir a Terra”

  • Site para mais informações: clique aqui
  • Acesse o Catálogo da Exposição: clique aqui
    Funcionamento: Terças, quintas e sextas, de 9h às 17h;Quartas, das 9h às 20h Sábados, de 14h às 20h; Domingos e feriados, de 14h às 18h.
    Local: Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST
    Rua General Bruce, 586, São Cristovão, RJ.
  •  Entrada Gratuita

 

  • Acesse alguns vídeos relacionados a exposição permanente: “Olhar o Céu, Medir a Terra“:

astrolabio_image

 

  1. Inauguração da exposição “Olhar o Céu, Medir a Terra” em 19 de Dezembro de 2011: clique aqui
  2. Uma conversa do passado: clique aqui
  3. Métodos de medição da longitude: clique aqui
 Fonte: Mast
por Cláudio Barbosa

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Principais acessados

  • Nenhum

Revista Eletrönica Null

Revista Eletrönica Null

Digite seu e-mail para receber notificações em seu correio eletrônico.

Junte-se a 126 outros seguidores

Sally's Serenity Spot

My Spiritual Journey

The WordPress.com Blog

The latest news on WordPress.com and the WordPress community.

%d blogueiros gostam disto: