Revista Eletrönica Null / EMagazine Null

A Revista com a escrita certa do Brasil e do Mundo para bons leitores brasileiros e estrangeiros. / Die Zeitschrift schriftlich mit einigen von Brasilien und der ganzen Welt für gute Leser Brasilianer und Ausländer.

Claudia Elsner-Overberg, Consultora da Biblioteca de Solingen, visita o Brasil e concede uma entrevista exclusiva para a Null

Claudia Elsner-Overberg, Diretora da Biblioteca de Solingen na Alemanha, visitou o Brasil durante o mês de agosto de 2013. Neste período, ministrou palestras e oficinas com WORKSHOPS no Rio de Janeiro (Goethe Institut, Casa da Cultura) e alguns estados do Brasil como Rio Grande do Sul e Paraná. Antes dessa visita ao Brasil, em agosto de 2013, Claudia havia marcado outra data para uma entrevista sobre o trabalho que tem realizado na Europa como Consultora de Bibliotecas. Mas devido ao pouco tempo no país, teve que retornar. Por isso, o contato com a Null foi feito via E-mail com Claudia Elsner-Overberg para conceder uma entrevista exclusiva.

“Sem a internet estaria faltando alguma coisa. Eu tenho um blog, e eu o uso para pesquisar, constantemente …”

Eu gosto da Internet e também gosto dos livros. Para ambos os meios de comunicação têm uma coisa em comum: Quem os usa, deve ser capaz de ler. A tecnologia fascina as crianças. Por exemplo, as crianças usam um E-book ou um aplicativo, e são muitas vezes mais motivadas a se envolver na leitura. Quero dizer que você deve instalar a Internet na sala de aula para que as crianças aprendam a pesquisar e não apenas para copiar para a escola. E isso aqui na Alemanha é muito comum. Mas o professor não é desvalorizado pela tecnologia…

  • Perfil de Claudia Elsner-Overberg

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Claudia Elsner-Overberg foi Diretora da Biblioteca de Solingen entre os anos de 1998 e 2012. Entre muitas tarefas que Claudia vem realizando, uma delas,  é trabalhar com jovens e crianças, que por ela, é considerada uma tarefa feita com muito amor. E foi com essas experiências, que surgiram os trabalhos nas Bibliotecas em Solingen. E em seguida, surgiram as oficinas animadas de Promoção da Leitura.

Alguns anos atrás, foi acrescentado também a qualificação de voluntários e mentores para leitura. O seu WorkshopComo Atrair os Jovens para as Bibliotecas” tem sido um dos principais de sua atuação como incentivadora da leitura. Além disso, Claudia é Diretora do projeto “Incentivo de Leitura Intercultural“, que recentemente premiou crianças que aprenderam o trabalho para desenvolver em asilos de idosos. Em outubro de 2006, Claudia Elsner-Overberg lançou seu primeiro Blog (Leseförderung). E desde 2012, Claudia tem sido responsável pelo projeto “Promoção de Leitura Intercultural” que desde 2013, também desenvolve um link para educação política. O Blog (Büchertag), na internet,  é o seu recente website para postar experiências que tem realizado como Diretora de Biblioteca.

  • No Brasil, o trabalho de Claudia Elsner-Overberg teve a seguinte Metodologia:

Objetivo:

Construção, por meio de métodos não convencionais, de ações de incentivo à leitura para jovens. Explicação do trabalho na Biblioteca de Solingen na Alemanha, os novos desafios e as chance de atrair a atenção da juventude para as bibliotecas no século XXI.

Mostrar as técnicas de incentivo à leitura para jovens que obtiveram sucesso na Alemanha, através de exibição de vídeos, leitura e abordagem de livros que atraem a curiosidade do jovem, apontamentos, palestra e grupos de estudo. Tradução simultânea do alemão para o português.

Encerramento:

Palestra sobre a presença dos jovens nas bibliotecas e as formas de atrair essa parcela da população que precisa de interlocutores e tem necessidades específicas. “O jovem quer ser levado à sério e ter voz”. A palestra final de Claudia Elsner-Overberg pretende oferecer uma ajuda especial àqueles que trabalham em bibliotecas com o público jovem.

“Eu trabalho com crianças de 4 a 6 anos que se alternam com rápida metodologia-didática . E após 10 minutos mudamos a ação: leitura, pintura, ler , mover, ler, cantar , ler, dançar, etc. Já em crianças que são de 6 a 10 anos de idade, podem ficar com um objeto por 30 minutos, em seguida, um deve por adiante novas ideias. O livro é sempre o começo e dá a ideia e a imaginação. Podemos dizer que eu sou como se fosse uma professora para fazer um trabalho com as crianças. Usando métodos para a leitura de dança, música, arte e diversão. Fartisch?”, explica a Consultora de Bibliotecas.

  • Contato com a Null

A partir de 08 de agosto de 2013, o contato com a Null foi formalizado via facebook, e foi possível entrevistar Claudia Elsner-Overberg. Claudia foi extremamente cuidadosa ao responder as perguntas feitas via e-mail e muito delicada com os detalhes do seu trabalho realizado no Brasil e na Europa. Claudia também contou um pouco sobre sua vida como Diretora da Biblioteca de Solingen, e indicou alguns trabalhos que tem realizado.

  • Segue a entrevista em Português.
  • Claudia, conte-nos um pouco como iniciou a sua carreira?

Claudia: Quando eu era criança, eu lia muito. Como uma jovem que amava os livros, eu lia muito livros de literatura de crianças e de adolescentes. Depois de estudar para ser professora de  Economia Alemã, eu completei os meus estudos com uma Pós-Graduação de Bibliotecária. Então, passei a fazer consultoria na Europa (Alemanha e Letónia) e no Brasil (América Latina). “Sou uma consultora e ensino livremente em bibliotecas através de contratos. Além disso, a formação de leitura tem o patrocínio da prefeitura de Solingen. Há também um projeto no qual eu ensino crianças a ler em casa de idosos. Já a Biblioteca de Solingen, esteve sobre minha direção, de 1998 a 2012. Agora eu trabalho no município, e faço o projeto “Promoção Intercultural da Leitura“, que incentiva crianças e jovens a promover a leitura em Bibliotecas de forma muito criativa.”

  •  Que influências ou inspiração incentivaram o seu trabalho?

Claudia: As próprias crianças têm a maior influência sobre o meu trabalho. Se eu perceber que dar-lhes um método de promoção de leitura, um livro ou uma ação como bem, então eu reforço este aspecto. Desta forma, tenho a certeza de que as crianças continuam a me seguir e eu permaneço atual e vibrante na promoção da leitura. 
Eu também sou uma professora de jogos, faço música no Akkordeon e canto. Isto é, tudo o que combina com a leitura. E no caso de escolhas de escritores a preferência é para a escritora Astrid Lindgren.

*Astrid Lindgren: Astrid Lindgren inventou a figura de Pippi das Meias Altas . Ela vive a sua vida com um monte de diversão e tem caráter forte, além de ser comprometida com os outros. Pipi tem uma alma boa, torna absurdo em risos, e experiências em aventuras que podem fazer as crianças terem coragem.

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Acesse o link e saiba mais sobre Pipi: Clique aqui.

“O que eu quero dizer é que você tem que ter livros que atendam a alma e os sentimentos das crianças. Quem quer ler para as crianças bem, também deve ser um pouco de atriz como Pipi. Sabemos que no Brasil as histórias dos irmãos Grimm são famosas como na Alemanha também, porque são contos de fadas. Os contos de fadas dos Irmãos Grimm, são bem-vindos . Há pouco tempo atrás, houve um festival de contos dos Irmãos Grimm, por exemplo, participaram crianças entre 4 a 10 anos, e eu participei deste festival também. Lemos estes contos de fadas em alemão, turco e italiano, e mexemos com jogos depois.”, diz Claudia Elsner-Overberg.

  • Claudia, conte-nos um pouco sobre a sua vida pessoal: Casada, tem filhos, e o que pretende para o futuro?

Claudia: Eu tenho muitos amigos, um belo jardim, gosto muito de dançar e sou feliz. Sou casada e não tenho filhos. Porém, sempre cuido de outras crianças.

  •  E sobre os voluntários, o que você poderia nos contar Claudia. Mais alguém trabalhar com você? E se há amigos ou pessoas que fazem o mesmo trabalho de Promoção da Leitura?

Claudia: Sim, há voluntários. Eu trabalho muito com os voluntários. Eu os treino, e é com eles que eu faço a leitura. Eles aprendem comigo para inspirar as crianças, e  em seguida, os treinos tornam-se sessões de leitura. Mas é claro que os voluntários são voluntários, eles aprendem e trabalham sem receber nada em troca, ou seja, sem nenhum dinheiro. No meu caso, eu recebo o salário da cidade, que é pago pela prefeitura através de contratos. Já os métodos com as crianças e os voluntários funcionam da seguinte maneira:”Em crianças o desejo de se divertir é sempre em primeiro plano . O chamado “ficar quieto e ouvir ” , percebemos que a criança não gosta muito. Portanto, eu sempre combino leitura em voz alta com o movimento, dança e jogos. A música faz parte do trabalho e se tudo ocorrer bem desde o início, as crianças, e os voluntários retornam como bons ouvintes novamente. Este método é aplicado em todos os projetos que faço no mundo. Com adolescentes, é importante que eles possam se juntar e se apresentar. Com isso, as crianças veem a Biblioteca, mas não é como a escola, isto é, na Biblioteca as crianças retornar voluntariamente, porque é divertido.

  •  A Internet: Quais são as vantagens e desvantagens para o leitor?  E o que é diferente em termos de aprendizagem? A criança está mais para a Internet do que para a leitura individualmente? No Brasil a Internet desvaloriza o professor. Você reconhece que a Internet desvaloriza o professor? Isto pode acontecer na Alemanha?

“Sem a internet estaria faltando alguma coisa. Eu tenho um blog, e eu o uso para pesquisar, constantemente …”

Claudia: Eu gosto da Internet e também gosto dos livros. Para ambos os meios de comunicação têm uma coisa em comum : Quem os usa, deve ser capaz de ler. A tecnologia fascina as crianças. Por exemplo, as crianças usam um E-book ou um aplicativo, e são muitas vezes mais motivadas a se envolver na leitura. Quero dizer que você deve instalar a Internet na sala de aula para que as crianças aprendam a pesquisar e não apenas a copiar para a escola. E isso aqui na Alemanha é muito comum. Mas o professor não é desvalorizado pela tecnologia… Contudo, não posso confirmar que a internet é ruim, mas a Internet é diferente na aprendizagem. E sobre questões ruins da internet, as crianças devem aprender a lidar com certos problemas que isso tem trazido no uso efetivo do aparelho. Esta é uma grande tarefa!

  •  Na sua opinião, qual é a melhor maneira de desenvolver leitores infantis?

Claudia: A melhor maneira de ter bons modelos de crianças leitoras é quando a mãe e o pai leem para elas. Por isso,  a Promoção da Leitura na Biblioteca, na escola ou no jardim de infância trata de um princípio que é importante: Promover a Leitura deve ser divertido, caso contrário não é bem sucedido.

  •  Então quer dizer que é tarefa dos pais para os filhos Promover a Leitura? Com isso, o que está faltando nas bibliotecas para aumentar a leitura é a diversão ?

Claudia: Fartisch. É muito importante para os pais explicar o seu papel. E se os pais não sabem ler, as crianças não leem bem. Os pais devem ler até a idade de seis anos, que é uma das idades mais importantes para a criança. Já os programas de leitura nas bibliotecas se complementam com o trabalho dos pais. Mas uma coisa é importante: O benefício das crianças com todo esse trabalho é a diversão, o carinho e o afeto.

  •  Claudia, e para as crianças especiais (portadores de deficiência): Como este trabalho é realizado? E se é da mesma forma para crianças comuns?

Claudia: Podemos dizer que sim. Eu também trabalho com as crianças deficientes (especiais). Neste caso, tomamos textos simples e caminhamos lentamente com essas crianças. Temos que dar louvor quando reconhecemos os pequenos desenvolvimentos e passos que cada crianças faz.

  •  Livros publicados: Cláudia, há algum livro ou trabalho publicado de sua autoria?

Claudia: Eu já publiquei alguns artigos. E há também um novo Blog na internet feito por mim mesma. A partir disso, eu poderia fazer com o tempo um livro porque as histórias são muito engraçadas. Acesse a minha página e saiba mais em: http://www.elsner-overberg.de/ e meu Blog emhttp://blog.elsner-overberg.de

  •  Cláudia, na sua abordagem, você usa material multimídia ou algum outro tipo de material?

Claudia: Eu tenho usado, na verdade, poucos recursos de multimídia. A Internet, eu uso com mais frequência, por exemplo, vejo o BookCrossing mais vezes …

  • Você descobriu o teatro, a dança e o outros métodos mais eficazes na Promoção da Leitura, além da criatividade. Conte-nos um pouco.

Claudia: Eu uso o livro Slam, que é como uma produção de teatro, jogo e jogos de papéis. Às vezes, as crianças devem usar os livros e eu , em seguida, peço emprestado a algumas delas para trazer de casa.  A experiência real é importante para as crianças.

  •  Você faz oficinas para crianças, jovens e voluntários. Conte-nos um pouco sobre os Workshops.

Claudia: Eu sou como uma referência na Alemanha em empenho na Promoção da Leitura. A convite do Instituto Goethe, eu também ensinei na Letonia e recentemente no Brasil. E muitos dos participantes das oficinas trabalham voluntariamente em suas bibliotecas.

Estes são os temas:

  1. *Leitura e Movimento: Promoção da Leitura com todos os seus Sentidos.
  2. *Amanhã Vamos para a Biblioteca! Guias Frescos para Classe.
  3. *Nota: Vampiros! – Atenção: Piratas! –
  4. Vamos Rir com Pippi !
  5. Cadeias de Jogo para Promover a Leitura no Jardim de Infância e Escola Primária .
  6. *Real Cool! Gordura Total!
  7. Como Trazer os Jovens para a Biblioteca?
  8. *O Pequeno 1 × 1 Suporte de Leitura
  9. *Leia-me antes, mas o que!
  10. Oficina para Madrinha de Leitura Interculturais e Padrinhos – .
  11. Sim, em Berlim, Munique, Hamm, Colônia e até mesmo em cidades pequenas …
  •  Explique-nos um deles. Como é?

Claudia: Eu mostro aos participantes como fazê-lo. Eu os mostro na frente como palestrante, e ensino como fazer o trabalho de Promoção da Leitura . Isso é muito engraçado, e todos aprendem que a Promoção da Leitura é mais do que apenas a leitura. Na palestra ensino que o tema é uma atividade. E às vezes, levo para escola. E trabalho com os alunos, com os voluntários nas bibliotecas, e com os jovens que são treinados para trabalhar como professores no jardim de infância, e adultos que querem aprender a ler para as crianças. Todo o trabalho é feito com os voluntários e bibliotecários. E essas oficinas muitas vezes são oferecidas através da Livraria Central, e em seguida, eles me perguntam se eu posso ensiná-los. E então, essas questões passam a ser ministradas por voluntários. Então a partir daí, os voluntários se tornam consultores para atuar em qualquer biblioteca.

  •  Claudia, se você novamente visitar o Brasil, teria a pretensão de fazer qualquer uma dessas tarefas de Promoção de Leitura?

Claudia: Eu ensino os voluntários e os torno aptos a dar-lhes instrução na Promoção da Leitura. Quando eu retornar ao Brasil, por exemplo, vou convidada pelo Goethe-Institut, e em seguida, farei alguns tópicos de workshop, como solicitado.

  •  Claudia, onde você trabalha exatamente? E como tem sido a recepção de seu trabalho?

Claudia: Eu trabalho em Solingen (Alemanha) na Câmara Municipal, e lidero o projeto “Promoção de Leitura Intercultural” . O projeto está intimamente ligada com a integração de vários países, porque nós temos uma grande quantidade de imigrantes vindos de todos os lugares do mundo, e que acho muito gratificante. Em 2012, eu liderei a Biblioteca na cidade de Solingen. 

  • A sede fica em Solingen, mas o trabalho da Biblioteca estende-se a outros locais na Alemanha e em outros países. Ou podemos dizer que quem escolhe onde será feito a palestra e os seminários é você?

Claudia: Eu escolho o lugar para trabalhar. Em Solingen está a sede, mas meu trabalho permite que eu escolha de 5 a 6 vezes por ano visitar uma cidade diferente para ensinar a Promoção da Leitura em Bibliotecas. E não uso a Biblioteca da cidade, eu trabalho como consultora independente. Então, quando eu tenho que viajar, despeço-me por um tempo de Solingen para viajar.

  • Comparando o Brasil e a Alemanha, onde você esteve quando visitou o Brasil? E quais diferenças percebeu entre os dois países, quando se trata de Bibliotecas ?

Claudia: Eu fiquei apenas 12 dias no Brasil e visitei três cidades que eram muito diferentes . No entanto, acredito que o povo brasileiro é muito descontraído e alegre. Percebi que depois de um curto período em contato com as pessoas, todos já estavam se abraçando. Já o povo alemão, precisa de muito mais tempo para se abraçar ou se cumprimentar com abraços.
Eu visitei Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Porto Alegre tem muitos projetos iniciados e prêmios conquistados, Curitiba é muito moderno e o Rio de Janeiro era gigantesco, tão colorido, tão quente e tão feliz, porém  percebi que havia alguns problemas urbanos. Além disso, olhei para algumas favelas e li o livro “Cidade dos Deuses” de Paulo Lins. Já a estrutura do sistema de Bibliotecas está mais localizado no Rio de Janeiro, lá há muitas especificações. Na Alemanha, a diferença é que há o maior número de Bibliotecas como um meio de voluntários.

  • Na sua opinião, onde você se sentiu mais em casa, como na Alemanha?

Claudia: No Rio de Janeiro. Gostei muito de lá. Li Paulo Coelho.

  • A criança tem um método que ajuda ou se permite ter como primeiro passo para a leitura?, Ou o caso é com os pais e professores?

Claudia: Toda criança pode aprender. Se ela está integrada na Promoção da Leitura, com alegria e diversão. Em seguida, a Promoção da Leitura com certeza vai ser bem sucedida.

  • A Internet ajuda na leitura?

Claudia: Histórias, livros com páginas pequenas, contos de fadas, fábulas e histórias, tudo isso ajuda “O que deve-se tomar como primeiros livros são muito importantes”. Eu gosto Lygia Bojunga Nunes.

“Os primeiros livros são apenas imagens. A criança deve ter tempo para explorá-los. A criança não deve ser saudada com histórias, que ela não pode sequer ler.”, conta a Consultora Alemã em Promoção da Leitura.

Lygia Bojunga Nunes é uma brasileira de livros infanto-juvenil. Nascida em 26 Agosto 1932 (Idade 81), Pelotas, Rio Grande do Sul, e Astrid Lindgren  é alemã, que inventou Pipi das Meias Altas.

  • Qual seria a média de livros que a criança deve/pode ler ao mês?

Claudia: Isso é muito diferente. Algumas crianças leem 50 livros, outros apenas 3. Podemos dizer que isso varia de criança para criança.

  •  Qual é a sua mensagem para os pais e educadores?

Claudia: Há uma frase de um comediante alemão, é Karl Valentin. Ele disse: “Você não pode educar as crianças, elas fazem de qualquer maneira depois de tudo!”. E isso é para os pais e educadores, primeiro você lê para si, e depois para seus filhos, porque eles vão te imitar!

Fonte: Karl Valentin

  • Ser um leitor é bom para a vida ou para o ser?

Claudia: Quem lê vai longe na vida. E pode-se se expandir horizontes no sofá. Pessoas que leem mais, na vida se apresentam melhor.

  • Alguns livros não são adequados para a leitura, ou a criança cada vez mais que tiver acesso a leitura pode ler qualquer livro?

Claudia: Você deve saber exatamente qual é o tipo de leitura para cada criança. E o tipo de livro.

  •  Conte-nos um sucesso em seu trabalho?

Claudia: Um dos meus projetos mais importantes está sendo atribuído um prémio. Crianças e adolescentes que crescem educacionalmente de origem imigrante são treinados na leitura em voz alta e depois vão para uma casa de repouso para ler para pessoas com alegria algumas histórias. Fomos premiados com cem mil euros em 26 de outubro de 2013. É o Prêmio Kreuser Kurt, que é concedido a cada dois anos.

  •  Claudia, deixe as suas considerações finais sobre o seu trabalho como Consultora de Biblioteca em Promoção da Leitura. E todo seu trabalho e sua carreira como Diretora de Biblioteca.

Claudia: Bibliotecas precisam ser criativas e abertas a agir em seu ambiente para ter pessoas a responder ativamente. Os ouvintes são, por vezes, tão importantes quanto um cliente do comércio. Ele precisa ser bem atendido nas suas necessidades. Portanto, a Biblioteca deve ser a mesma coisa, o leitor precisa ser bem atendido no seu pedido.

Null: Claudia Elsner-Overberg, obrigado pela sua atenção, pela entrevista e por toda a paciência em responder nossas perguntas. A Null aprecia o seu trabalho e te espera outra vez aqui no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, quando o Goethe- Institut convidá-la novamente. E ficaremos muito felizes em recebê-la.

  • Deutsch Version
  • Null: Erzählst du uns ein wenig wie über dich selbst und dich Karriere begonnen?

Claudia: Schon als Kind habe ich gerne gelesen. Als junge Buchhändlerin lag mir dann die Kinder – und Jugendliteratur sehr am Herzen. Im Lehramt (Im Studium zur Lehrerin) war die Leseförderung kein (nicht so ein) großes Thema, hier war wichting, dass die Kinder das Lesen lernen. Als Bibliothekarin entstand die gedankliche Freiheit. Leseförderung kreativ zu gestalten.

  • Null: Du kannst uns zu beantwortst oder uns sagen, mehr über deire Ausbildung?

Claudia: Nach dem Studium zur Lehrerin mit Deutsch und Ökonomie habe ich noch ein Diplom-Studium als Bibliothekarin angeschlossen und als Kinder- und Jugendbibliothekarin viel Neues erfunden. Leseförderung mit Bewegung für die Kinder und partizipation für die Jugendlichen sind hier wichtige aspekte, die ich seit als Referentin in Deutschland, lettland und Brasilien gelehrt habe.

Ich bin Referentin und unterrichte frei in Bibliotheken, wenn man mich engagiert. Auch die Ausbildung von Vorlesepaten, die Kindern vorlesen, führe ich durch. Es gibt auch ein Projekt bei dem ich Kindern das vorlesen beibringe, sie gehen dann in ein seniorenheim und lesen den alten Menschen vor… Direktorin der Bibliothek in Solingen war ich von 1998 bis 2012. Jetzt arbeite ich bei der kommune und mache Interkulturelle Leseförderung…

  • Null: Was Einflüsse oder Inspiration für deire Arbeit Anreiz Lesen?

Claudia: Die Kinder selbst haben den größten Einfluss auf meine Arbeit. Wenn ich merke, dass Ihnen eine Leseförderungsmethode, ein Buch oder eine Aktion gut gefällt, dann verstärke ich diesen Aspekt. So kann ich sicher sein, dass die Kinder mir weiter folgen und ich aktuell und lebendig in der Leseförderung bleibe.

  • Null: Da drüben jeden Schriftsteller oder ein Buch und vor allem die Zeit, wenn du das Gefühl, dass das warst, was ich tun würde ?

Claudia: Ich bin auch Lehrerin für sport und mache Musik auf dem Akkordeon und singe dazu. Das alles kombiniere ich mit dem Vorlesen und baue das immer wieder zwischen den Geschichten ein.. Schriftsteller? Auf jeden Fall Astrid Lindgren..Wer Kindern gut vorlesen will, muss auch ein bisschen ein Schauspieler sein…Astrid Lindgren hat  der Pippi Langstrumpf erfunden. Sie lebt ihr eigenes Leben mit viel spaß und charakter, ist stark und engagiert sich für andere. Sie hat eine gute Seele, macht Quatsch, lacht und erlebt Abenteuer, die Kindern Mut machen können. Was ich meine: man muss Bücher nehmen, die  seele und die Gefühle der Kinder treffen.

Der Pippi Langstrumpf

  • Null: Astrid Lindgren. Es inspirierst du? . Wir wissen, dass die Kinder die Geschichten der Brüder Grimm berühmt sind in Brasilien und Deutschland.

Claudia: Auch Märchen von den Brüdern Grimm kann man gut nehmen. In dieser Woche gibt es hier z.B. ein Märchenfest für Kinder von 4 bis 10 Jahren, das ich mir ausgedacht habe. Wir lesen diese Märchen in deutsch, türkisch und italienisch und basteln und spielen danach. Ich arbeite bei kindern von 4 bis 6 jahren mit schnellen, methodisch-didaktischen wechseln. Nach 10 Minuten wechseln wir die aktion: vorlesen, malen, vorlesen, bewegen, vorlesen, singen, vorlesen, tanzen usw.Bei Kindern, die 6 bis 10 jahre alt sind, kann man 30 Minuten bei einer Sache bleiben, dann muss ein e neue idee her. Das buch ist immer der anfang und gibt die idee und Fantasie. Wir können sagen, dass du einen Job als Lehrerin mit Kindern zu tun. Verwendest Methoden zum Lesen zu Tanz, Musik, Kunst und Spaß. Fartisch?

  • Null: Hat Freiwilligen?

Claudia: Bei Kinder ist der Bewegungsdrang immer im Vordergrund. Das sogenannte “Stille Sitzen und Zuhören” ist nicht ihre Sache. Daher kombieniere ich das Vorlesen immer mit Bewegung, Tanz und Spiel. Auch Musik gehört dazu und wenn alle Kinder zu Beginn getobt haben, können sie im Anschluss wieder gut zuhören. Das ist bei allen Kinder auf der Welt so. Bei Jugendlichen ist es wichtig, dass sie mitmachen und sich einbringen können.

  • Null:Wer sonst die Zusammenarbeit mit deinen. Freunde oder Menschen, die gleiche Arbeit tun?

Claudia: Ja ein bisschen ist das richtig. Aber es ist nicht wie Schule, die Kinder kommen freiwillig, weil es Spaß macht. Ich arbeite viel mit Freiwilligen zusammen, die ich ausbilde und mit denen ich ein vorlesecoaching mache…Diese lernen von mir, wie man Kinder begeistern kann, und machen dann selbst Vorlesestunden. Die Arbeit ist frei? Die Freiwilligen arbeiten ehrenamtlich, sie bekommen kein Geld. Ich bekomme Lohn von der Stadt. Volunteers… Ohne das Internet würde etwas fehlen. Ich habe einen blog, nutze es für die Recherche, ständig…

  • Null: Das Internet. Was sind die Vorteile und Nachteile für den Leser?

Claudia: Ich mag das Internet. Ich mag aber auch das Buch. Denn beide Medien haben eines gemeinsam: Wer sie nutzt, muss lesen können.

  • Null: Aber was ist anders in Bezug auf Lernen. Das Kind ist mehr an das Internet oder können einzeln lesen? Hier in Brasilien das Internet entwertet die Lehrerin. Du bestätigst, dass das Internet die Lehrer entwertet? Diese gilt auch in Deutschland geschehen?  Bestätigst du?

Claudia: Die Technik fasziniert die Kinder. Wenn man z.B. Jungen ein E-Book oder eine APP gibt, sind sie oft motivierter, sich auf das Lesen einzulassen. Ich meine, dass man das Internet im Unterricht einbauen soll, damit die Kinder die recherche lernen und nicht einfach irgendwas fur die Schule herauskopieren… Ich kann das nicht bestätigen, das Internet ist anders, aber nicht grundsätzlich schlecht. Kinder müssen lernen, damit umzugehen und es sinnvoll zu nutzen. Das ist eine große aufgabe!

  • Null:Deiner Meinung nach ist das, was der beste Weg, um Kinder Lesern entwickeln?

Claudia: Der beste Weg sind gute Vorbilder. Wenn Mama und Papa lesen, lesen die Kinder auch. Wenn dann die Leseförderung in der Bibliothek, der Schule oder dem Kindergarten dazu kommt, ist ein Grundsatz wichtig: Leseförderung muss Spaß machen, sonst ist sie nicht erfolgreich.

  • Null: Das ist mehr Arbeit für die Eltern, Leseförderung Kindern. Und, was in den Bibliotheken fehlen zur Erhöhung der Lektüre dieses Arbeit und Spaß ?

Claudia: Ganz wichtig ist es, den eltern ihre Rolle zu erklären. Wenn die eltern nicht lesen, lesen die Kinder auch nicht. Eltern sind bis zum altern von 6 jahren die wichtigsten Vorbilder. Die Vorleseprogramme in der Bibliothek ergänzen die Elternarbeit. Wichtig: Die Sinne der Kinder müssen angesprochen werden und man muss zusammen lachen, 3x in der Stunde als Minimum.

  • Null: Und für behinderte Kinder: Du machst diesen Job gut?

Claudia: Ich habe auch behinderte Kinder, da nimmt man einfache Texte und geht langsam mit den Kindern mit. Man muss Lob geben und schon kleine entwicklungen und Schritte anerkennen.

  • Null: Bücher veröffentlicht. Habst du welche?

Claudia: Ich habe einige Artikel veröffentlicht und es gibt ein beendetes und ein neues Blog im Internet von mir. Daraus mache ich vielleicht mal ein Buch, denn die Geschichten dort sind sehr lustig. Sie sind über meine Homepage http://www.elsner-overberg.de/ verlinkt. Der erste Blog heißt “Büchertage“, der neue heißt “Büchertage 2.0”Leseförderung www.elsner-overberg.de http://blog.elsner-overberg.de

  • Null:In deinem Ansatz, verwendst du Multimedia-Material oder andere?

Claudia: Ich verwende eher wenig Multimedia-Mittel: Das Internet benutze ich öfter, z.B. kommt das Bookcrossing öfter vor…

  • Null: Habst du Theater, Tanz und mehr eine andere Methode, die neben Kreativität?

Claudia: Ich setze das Book-Slam ein, das ist wie eine Theater-Inszenierung, spiele, rollenspiel. Manchmal mussen die Kinder die bücher sein und ich leihe sie dann nach Hause aus. Das echte Erleben ist für Kinder wichtig.

  • Null: Du biest Workshops für Menschen und Freiwilligen. Sag uns, dass.

Claudia: Ich bin als Referentin deutschlandweit im Einsatz. Auf Einladung des Goethe-Instituts habe ich auch in Lettland und Brasilien unterrichtet. Viele der Teilnehmerinnen in den Workshops arbeiten freiwillig in ihren Bibliotheken. Das sind die Themen: * Vorlesen und Bewegung: Leseförderung mit allen Sinnen. * Morgen gehen wir in die Bibliothek! Frische Klassenführungen. * Achtung: Vampire! – Vorsicht: Piraten! – Lachen mit Pippi! Spielketten zur Leseförderung in Kindergarten und Grundschule. * Echt cool! Voll fett! Wie holt man Jugendliche in die Bibliothek? * Das kleine 1×1 der Leseförderung * Lies mir doch was vor! Workshop für Interkulturelle Vorlesepatinnen und -paten. Ja, in Berlin, München, Hamm, Köln und auch in kleinen Städten…

  • Null: Erklärst du einer von deinem. Wie ? Könnst du erklärst?

Claudia: Als Berater oder du erklärst, wie diese Werke über Themen. :
Das sind die Themen: * Vorlesen und Bewegung: Leseförderung mit allen Sinnen. * Morgen gehen wir in die Bibliothek! Frische Klassenführungen. * Achtung: Vampire! – Vorsicht: Piraten! – Lachen mit Pippi! Spielketten zur Leseförderung in Kindergarten und Grundschule. * Echt cool! Voll fett! Wie holt man Jugendliche in die Bibliothek? * Das kleine 1×1 der Leseförderung * Lies mir doch was vor! Workshop für Interkulturelle Vorlesepatinnen und -paten. Ich zeige den Teilnehmern wie es geht, mache vor und sie machen mit. Das ist sehr lustig und alle lernen, dass Leseförderung mehr als nur Vorlesen ist. Das sind Aktivitäten, die Sie mit den Studenten ? Das Themen ist ein Aktivität. Das mache ich mit Studenten, mit Freiwilligen, die ohne Geld in bibliotheken arbeiten, mit jungen Leuten, die zu Erzieherinnen im Kindergarten ausgebildet werden, mit Erwachsenen, die das vorlesen für Kinder lernen wollen, mit Bibliothekaren use.

  • Null: Diese workshops werden oft über büchereizentralen angeboten und dann fragst du mich, ob ich das unterrichten kann. Diese Themen werden von Freiwilligen unterrichtet. Und du sagst, er ist ein Berater in Deutschland, Lettland und Brasilien. Wenn du nach Brasilien kommen , würde man behaupten, eine dieser Aufgaben zu erledigen ?

Claudia: Nein, ich unterrichte die Freiwilligen und mache sie fit und gebe ihnen Unterricht in Leseförderung. Wenn ich nach Brasilien komme, werde ich z.B. vom Goethe-Institut eingeladen und mache dann einen themenworkshop, so wie bestellt.

  • Null: Wo arbeitest du? und wie war die Verbreitung ihrer Werke. Sagst Orten und Ländern wie Brasilien.

Claudia: Ich arbeite in Solingen (Deutschland) im Rathaus und leite das Projekt “Interkulturelle Leseförderung“. Das Projekt ist eng mit der Integration verbunden, denn wir haben sehr viele Einwanderer aus anderen Ländern, was ich sehr bereichernd finde. Bis zum Jahr 2012 habe ich die Solinger Stadtbibliothek geleitet.

  • Null: Der Hauptsitz ist in Solingen, aber die Arbeit der Bibliothek erstreckt sich auch auf andere Standorte in Deutschland oder anderen Ländern. Oder wer wählt euch ist, wo es funktionierst wird ?

Claudia:Ich wähle das aus. Der haupsitz ist Solingen und zur Zeit fahre ich 5-6 mal im Jahr in eine andere Stadt und unterrichte leseförderung. Die Stadtbibliothek macht dabei nicht mit, ich arbeite als freie Referentin. Ich nehme Urlaub für diese Reisen…

  • Null: Vergleich Brasilien mit Deutschland, wie würden du definierst einen Spieler?

Claudia:Ich war nur 12 Tage in Brasilien und habe 3 Städte gesehen, die schon sehr verschieden waren. Ich glaube aber, dass die Menschen in Brasilien sehr locker und fröhlich sind. Nach kurzer Zeit ist mans schon bei der Umarmung. Das hat mir gut gefallen, die Deutschen brauchen dafür sehr viel länger!

  • Null: Wo warst du in Brasilien. Und welche Unterschiede festgestellst. Und der Leser, bemerkte wer? Und wann du zurückkehrst?

Claudia: Ich war in Porto Alegre, Curitiba und Rio. Porto Alegre hat viele Projekte angestoßen und Preise gewonnen, Curitiba ist sehr modern und Rio war gigantisch. So bunt, so viele Probleme, so warm, so fröhlich. Ich habe eine Favela angeschaut und das Buch von Paulo Lins gelesen “Stadt der Götter” = Ciudad de Dios die Struktur des Bibliothekswesens ist eher zentral in Rio, es gibt viele Vorgaben. In Deutschland gibt es die meisten bibliotheken als freiwillige Einrichtung.

  • Null: Das Kind hat eine Methode, die hilft oder ermöglicht, offen zu sein, um das Lesen zu beginnen, oder das Gehäuse ist mit Eltern und Lehrern?

Claudia: Jedes Kind kann spielen. Wenn man nun das Spiel in die Leseförderung integriert, die Freude und das Lachen auch, dann ist Leseförderung immer ein Erfolg.

  • Null: Lesung Internet Hilfe? Geschichten, Bücher mit kleinen Seiten, Märchen, Fabeln Geschichten: Was sollte als ersten wichtigen Bücher nehmen…

Claudia: Ich mag Lygia Bojunga Nunes. Die ersten Bücher sind nur bilder. Das Kind muss Zeit zum entdecken haben. Lygia Bojunga Nunes ist eine brasilianische Kinder- und Jugendbuchautorin.

  • Null:Das Kind muss Sehnsucht nach den Geschichten bekommen, die es selbst nicht lesen kann. Darum muss man vorlesen…Wie für Bücher im Durchschnitt oder das Kind lesen konnte im Monat?

Claudia: Oh, das ist ganz unterschiedlich. Manche Kinder schaffen 50 Bücher, andere nur 3.

  • Null: Was bist deine Botschaft für Eltern und Erzieher?

Claudia: Es gibt einen Satz von einem deutschen Komiker, es ist Karl Valentin. Er hat gesagt: “Man kann Kinder nicht erziehen, sie machen einem eh alles nach!“. Das heißt für Eltern und Erzieher: Lest vor und lest selbst! Eure Kinder werden es nachmachen.

  • Null: Als Leser ist gut für das Leben oder sein?

Claudia: Wer liest, kommt im Leben weiter. Er kann seinen Horizont auf dem Sofa erweitern.  Ja, menschen die lesen kommen meistens im Leben besser vorwärts.

Karl Valentin

  • Null: Einige Bücher nicht geeignet zum Lesen, oder kann das Kind mehr und mehr Zugang beim Lesen haben ?

Claudia: Du musst die bücher immer genau für das eine kind aussuchen und vorher wissen, wofür es sich interessiert…

  • Null: Dein persönliches Leben. Verheiratet, Kinder, Zukunft.

Claudia: Ich habe viele Freunde, einen schönen Garten und einen dicken Kater. Ich tanze gerne und bin gerne fröhlich.

  • Null: Bist du verheiratet, habst Kinder?

Claudia: Ich bin verheiratet, bin aber getrennt von meinem Mann und habe keine Kinder. Ich habe mich immer um andere Kinder gekümmert…

  • Null: Ein Erfolg bei deirer Arbeit.

Claudia: Eines meiner schönsten Projekte wird gerade mit einem Preis ausgezeichnet. Kinder und Jugendliche, die bildungsfern aufwachsen und alle einen Migrationshintergrund haben, werden für das Vorlesen trainiert und gehen dann in ein Altenheim, um den Menschen dort Freude und Geschichten zu schenken. Wir haben $ 1000 Euro gewonnen am 26.10.2013 es ist der Kurt-Kreuser-Preis, der alle zwei Jahre verliehen wird.

  • Null: Abschließende Bemerkungen über deine Arbeit als Direktor der Bibliothek arbeiten und im Laufe deiner Karriere ausgeübt.

Claudia: Bibliotheken müssen kreativ und offen in ihrem Umfeld agieren und die Menschen mitnehmen und aktiv ansprechen. Sie sind manchmal wichtiger, als der Friseur.

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IMG_8321 interkultural interkultural 2 interkultural 3 leitura pao de acucar parque da rocinha porto a Rocinha

Entrevista: Cláudio Barbosa

Texto: Cláudio Barbosa

Produção: Cláudio Barbosa

Fotos: Arquivo de Fotos de Cláudia Elsner-Overberg

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