Revista Eletrönica Null / EMagazine Null

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Eugène Schueller: L’Oréal e sua origem

A origem do nome L’Oréal

Em 1907, Eugène Schueller registrou a marca “L’aureale”, que trazia em si uma certa semelhança com a noção d’Or (do latim aurum), remetendo à grande procura por reflexos dourados, muito difíceis de se obter na época. O nome também estava ligado com a moda dos cabelos, em voga no final do século XIX e início do século XX, conhecida como “L’Aureole” (do latim aureola: coroa de ouro, círculo de luz e cor). A marca L’Aureale só foi utilizada por poucos meses e em 1922 foi abandonada

Nasce o nome L’Oréal

Apaixonado por publicidade, Eugène Schueller tinha um círculo social rico de artistas, designers e pessoas que trabalhavam na produção dos “reclames” (anúncios). Foi a esses amigos que ele pediu sugestões de nomes curtos que definissem um produto ou conjunto de produtos que pudesse vir a se tornar a razão social da “Sociedade Francesa de Tinturas Inofensivas para os Cabelos” (nome da empresa na ocasião).

Em 1907 e 1908, alguns finais de palavras estavam em voga: “el”, “or”, “al” e “ir”. Schueller, então, fez ligações com os finais “al” e “or” para chegar à palavra “Oreal”. De fácil acento musical e memorização, a presença da consoante L’ antes de “Oreal” veio complementar a palavra pra evitar que sua sonoridade fosse desvirtuada.

O nome “L’Oréal Vignette” foi registrado, em 1908, como tintura para os cabelos. E, em 1914, a palavra “L’Oréal” foi registrada para designar tinturas para cabelos e produtos para tratamento dos fios.

Mas foi somente no dia 4 de abril de 1939 que a Sociedade Francesa de Tinturas Inofensivas para os cabelos mudou oficialmente o seu nome para L’Oréal.

Em 1952, L’Oréal ganhou um novo registro trazendo uma extensão para sua definição que passou a englobar: todos os produtos de perfumaria, higiene e beleza, sombras, pastas de dente, sabonetes, shampoo e, em geral, todos os produtos para os cuidados dos cabelos, incluindo tinturas e produtos para ondulação.

  • Perfil de Eugène Schueller

Nascido em 1881, em Paris, Eugène Schueller veio de uma família judaica. Proveniente de um meio de artesãos, ele herdou sua tenacidade e seu ardor pelo trabalho. O fundador da L’Oréal era um químico, um pesquisador, um inventor. “Tinturas para cabelos. Esta é uma especialidade com um futuro muito limitado, você vai quebrar a cara”. As palavras do primeiro chefe de Schueller, em seu trabalho como assistente em uma farmácia, não o abalaram.

Interessado pelos problemas com colorações capilares, em 1904, Eugène Schueller formou-se no Institut de Chimie Appliquéé de Paris e começou sua carreira como químico. Deixou o emprego na farmácia para trabalhar por conta própria e começou a elaborar ‘Auréole’, a primeira tintura de La Société des Teintures Inoffensives pour Cheveux (Sociedade das Tinturas Inofensivas para Cabelos), nome da empresa que mais tarde se tornaria a L’Oréal.

A criação da empresa foi em 1909, em um apartamento de dois cômodos, ao mesmo tempo dormitório, laboratório e escritório de expedição. “Eu fazia tudo: a formulação, a venda, a entrega. O pior era a venda, eu era tímido e tinha que me forçar. Eu tinha que engolir recusas duras”. Forçado a vender, pois suas reservas foram rapidamente gastas, Eugène fez amizade com cerca de 50 cabeleireiros que o incentivaram. A equipe ainda era pequena: dez representantes faziam suas entregas com triciclos de carga, e os produtos da época podiam ser contatos nos dedos de uma mão. Mas a empresa progrediu e ganhou terreno.

Em vez de aplicar as receitas caseiras que estavam em moda na época, Eugène Schueller considerou, desde o início, os cabelos como objeto de estudo científico: “Sempre pensei que a nossa expansão dependeria acima de tudo da excelência de um punhado de pesquisadores com uma paixão pelo sucesso e com as virtudes cardinais da imaginação e da determinação”.

Eugène Schueller morreu em 1957, com 76 anos. Sua filha, Liliane Bettencourt, atualmente é a maior acionista da L’Oréal, e uma das mulheres mais ricas do mundo. Sobre o pai, ela declara:

“Há cem anos, o meu pai fundou uma pequena empresa que se tornou o primeiro grupo de cosméticos do mundo. Acho que o que mais importava para ele, desde o início, eram os homens e mulheres que ele levara consigo nesta aventura – seus companheiros de trabalho. Ele costumava dizer: ‘Para liderar, é preciso liderar corações e mentes’. Cientista que era, achava que somente a química entre os seres poderia atiçar a faísca da criação. Eu fico imaginando o orgulho que meu pai teria em ver o quão longe chegamos”.

 

Uma única ideia, pensada a fundo durante vários anos, leva você ao topo do mundo”

Fonte: L´Oréal Brasil

por Cláudio Barbosa

 

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