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17ª edição do Giro Cultural tem entrevista exclusiva com o escritor Bruno Pessanha, e na Sala de Cultura Leila Diniz tem nova cia de teatro com peça infantil “Pinóquio”

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A Nova Imprensa Oficial – Sala de Cultura Leila Diniz e Grupo Mônaco de Cultura – Livraria Ideal, promoveram mais um evento no centro de Niterói. Desta vez, a 17ª edição do Giro Cultural para relançamento de um novo livro, e  peça infantil com uma nova cia de teatro. Além disso, o escritor em sua manhã de autógrafos, concedeu um entrevista exclusiva para o Blog do Grupo Mônaco de Cultura.

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Realizado no último sábado, 11 de maio, a partir das 10h, amigos e leitores puderam receber mais um escritor na Livraria Ideal – Grupo Mônaco de Cultura, o escritor Bruno Pessanha com o livro “Contos da Universidade Rural“, que retrata situações vivenciadas na década de 50 por alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

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Carlos Mônaco, bibliógrafo e produtor cultural afirma a importancia da realização do projeto para Niterói em parceria com a Nova Imprensa Oficial: ” O Giro Cultural é um trabalho que tem sido realizado com a parceria da Nova Imprensa Oficial. E estou muito feliz que promoções como esta, são formas de divulgar  a literatura em nossa cidade de Niterói e para os niteróienses. Os niteróienses possuem gosto diversificado para leitura, entre eles, contos, crônicas e literaturas em geral.”

  • O Autor

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Bruno Marcos Rangel Pessanha, conhecido como Bruno Pessanha, nasceu em Belo Horizonte – Minas Gerais, fora criado em Campos com o pai. E atualmente, é morador de Niterói desde o ano de 1976. Já fez consultoria na profissão de Engenheiro Agrônomo por quase todo o Brasil.

Dados

Bruno Marcos Rangel Pessanha. Nasceu em 11 de julho de 1933. É brasileiro. Formado em Engenheiro Agrônomo pela Escola Nacional de Agronomia da Universidade Rural do Brasil (RJ) – 1959; Pós-Graduado em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (SP) – 1971; Supervisão em Etapas e em Serviço Social Rural pela Faculdade de Serviço Social / Serviço Social Rural – DR – SP (SP)  – 1962
Habilidades Gerenciais Básicas pela Escola Superior de Adminstração Fazendária – IBGE – (RJ) – 1988.

Perfil

Bruno Marcus Rangel Pessanha, engenheiro agrônomo pela escola Nacional de Agronomia, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com  pós-graduação em Administração de Empresas pela EAE – FGV/ SP, nasceu em Belo Horizonte em 1933, mas sua formação começou em Campos, RJ, onde passou a infancia e adolescência e começou a escrever. Foi seu pai, funcionário do Banco do Brasil, quem despertou nele o interesse, depois o amor e por fim a voracidade por tudo quanto fosse literatura. Já a paixão pelo cinema nasceu cedo, ao acompanhar os irmão mais velhos. hoje residindo em Niterói, Bruno é membro da Academia de Letras Rio-Cidade Maravilhosa, onde ocupa a cadeira número 23, cujo patrono é Érico Veríssimo. Além de dois contos premiados e publicados, e deste volume em que relata memórias da Universidade Rural, onde se formou em 1959, tem dois livros inéditos, um de contos e outro de poemas.

  • Entrevista exclusiva ao Grupo Mônaco de Cultura.
  • Bruno, a apartir de quando você começou a escrever?

Minha inspiração vem do meu pai que possuía pouca instrução, mas gostava de literatura e poemas ( Augusto dos Anjos; Humberto dos Campos).  E desde sempre vivi em uma casa ele que gostava de literatura e poemas. Cresci influenciado por esse ambiente.”

  • Quando aconteceu o primeiro lançamento de um obra sua?

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“Minha primeira obra lançada, aconteceu em 2003 no concurso idealizado pelo Banco Real. Ganhei  com o livro “Todas as Estações” – Ed. Peirópolis de São Paulo. E a partir daí surgiram novos concursos como o da Secretaria de Cultura de Niterói, Unipli e o Concurso de poesias Sylvestre Mônaco, idealizado pela ANE – Associação Niteróiense de Escritores. Já a minha primeira versão do livro “Contos da Universidade Rural” foi em 2009, e a segunda em 2010.”, informa Bruno Pessanha.

  • Conte-nos um destaque no livro “Contos da Universidade Rural, lançado em 2009?

“Um destaque que faço é a parte em que falo dos trotes com os alunos da Universidade – Roubo de galinhas;Roubo de provas; e outros contos vividos nos Anos Dourados (1955/1960)lá na (UFRRJ). Na época de Juscelino Kubitschek, o presidente Bossanova, foi modernizado a produção de carros e ele idealizou a construção da capital do Brasil – Brasília. No livro a época pode ser percebida pelo leitor em  pontos em comum como pano de fundo “Os Anos Dourados”. E nesta fase, o Brasil respira de cabeça erguida com muita felicidade na economia e no lider JK, devido a suas relizações na economia do Brasil e a construção da capital” frisa, Bruno.

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“Outro destaque importante foi a de um artista muito interessante para a época. Cito-o no capítulo “Artista e “artistas” da UR”. É que no período que eu estudava, tive um colega que passou no vestibular para Engenharia Agrônoma, mas abandonou o curso, e foi atrás da verdadeira vocação que era ser artista (Joel Barcelos, o JB)** JB* trabalhou em filmes e seriado na TV. Quando acabou os trotes em 13 de maio,  os calouros são obrigados a dar um show para os veteranos. Então, JB levou o show sozinho porque era “Artista”, isto é, um ator sua verdadeira vocação”, ressalta B. Pessanha.

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Imagem: Wikipédia

Joel Dias Barcellos, mais conhecido como Joel Barcelos ou JB, é um ator brasileiro, tendo atuado também como roteirista e diretor.

**Confira o perfil completo do Artista em destaque no Wikipédia em (JB)

  • Para finalizar esta entrevista, suas considerações sobre o evento Giro Cultural?
SAM_0179Imagem da esquerda para direita: Marcos Varela (presidente do IHGSG); Carlos Mônaco (produtor cultural) e Haroldo Zager (presidente da Nova Imprensa Oficial do RJ)

“O Giro Cultural é um excelente evento criado em dupla parceria entre a Nova Imprensa Oficial ( Haroldo Zager – presidente) e Carlos Mônaco (produtor cultural). E uma excelente forma de movimento nas atividades culturais  no município de Niterói”, finaliza Bruno Pessanha.

Considerações da escritora infantil Edel Costa para Bruno Pessanha;

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Segundo Edel Costa, escritora infantil, Bruno Pessanha que é primo de Gilson Rangel Rolin, é um escritor de muito talento e também poeta. E em primeira mão Bruno permitiu mostrar um trecho de uma nova obra que está para ser lançada: “Bruno surpreende  porque é uma pessoa simples. É um escritor muito talentoso. E está com um trabalho em fase de conclusão que mostro para os leitores e amigos com as devidas autorizações de Bruno.”

Confira abaixo:

Cotidiano – lascas de pensamentos ou pensamentos lascados
(inclui frases, minicontos, trovas e poemetos).

Amor – 2 definições:

Amor é desejo de posse e entrega – presente que chega ao mesmo
tempo para duas pessoas, embrulhado no papel de seda da ternura.

*******

Amor é salto no escuro na claridade do outro, na esperança recíproca de incorporar um pedaço do halo do parceiro a si; a luz tornando-se uma só.

********

No entrefechado da mão (1)
resguardo a usura de tê-la,
ternura no coração,
luz no meu céu sem estrela.

********

No altar da amada, escreve
palavras inteiras, avos
de poesia, sublime enlevo
pra mim, devotado escrevo.

********

Histórinha 1

Amavam-se e trabalhavam numa grande mobiliária… À tarde,
depois de fechadas as portas, viam-se em meio àquele despautério
de dormitórios montados, de camas atraentes, horizontalidade
macia… Era bom trabalhar ali. Tinham o poder de escolher onde
glorificar o seu amor de seleção. Nada como fornicar sempre numa
cama nova de um quarto diferente nos múltiplos mostruários, sempre renovados da Mobiliária Pasárgada:
“a mulher que eu quero / na cama que escolherei.”

********

  • Pessimismo

Esperança – piso neste sentimento inútil e esmago a saudade

¹Frase de um dos livros de Guimarães Rosa.

**********

  • Sala de Cultura Leila Diniz

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A partir de 12h é a vez das crianças. Na Sala de Cultura Leila Diniz, aconteceu a apresentação da peça infantil Pinóquio, da companhia de teatro Infocus. Com direção de Cezar Cavalcanti e Gugu Araujo, o espetáculo trouxe a conhecida lição de vida do velho Gepeto e seu boneco de madeira, em busca da realização dos sonhos.

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Ana Paula dos Santos – Técnica de contabilidade, trouxe a familia (filha Ana luiza e o marido) para assistir pela primeira vez o teatro infantil na Sala de Cultura Leila Diniz: “Gostei do teatro e a minha família também. O local é agradável. A peça foi bem educativa e as crianças ficaram atentas. Ana, minha filha gostou muito”

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Imagem da esquerda para direita: Júlia Costa; Gugu Araújo; Gabriela Sader

Gabriela Sader – produtora cultural da Sala de Cultura Leila Diniz – Imprensa Oficial disse que a Sala de Cultura Leila Diniz abre espaço para oportunidade a novas cias e que tem sido um sucesso de público: “Queremos abrir novas oportunidades de trabalhos a outros artistas. Muitos reclamam que Niterói não tem muito espaço. A Sala de Cultura tem oferecido essa oportunidade”

  • Cia  de teatro Infocus

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“Somos um grupo estamos na estrada desde 1988. A cia Infocus atua em vários locais dentro e fora do estado do RJ. São mais de 24 espetáculos prontos para montar e atuar em qualquer localidade. Nessa produção de peça infantil Pinóquio – adaptação do produtor Cezar, temos não apenas uma apresentação do conto infantil, mas situações vivenciadas no dia a dia, ou seja, falamos dos vícios, mentiras, e incluímos o cunho educativo para a criança. O clássico Pinóquio aguça o sentimento da criança. Isto é o que queremos. Já o Giro, acho que é um trabalho que leva cultura e o teatro em si.  E mostrar o universo do teatro e da cultura tem sido uma iniciativa da Nova Imprensa Oficial e do espaço cultural da Sala de Cultura Leila Diniz.” conta Gugu Araújo – diretor de espetáculo junto a Cézar Cavalcanti – produtor da peça adaptada “Pinóquio”

O Giro Cultural tem acontecido todos os segundos sábados de cada mês, com excessão dos feriados, que pulam para o próximo sábado. Leitores e crianças participam  do evento gratuito que é feito a pé no centro de Niterói.

Entrevista: Cláudio Barbosa

Fotos: Cláudio Barbosa

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