Revista Eletrönica Null / EMagazine Null

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IFF/Fiocruz receberá visita da princesa da Dinamarca

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) receberá, no próximo dia 20, Sua Alteza Real Mary, princesa da Dinamarca, e do Ministro para Igualdade de Gênero e Assuntos Eclesiásticos, Sr. Manu Sareen. Engajada em causas sociais de promoção da saúde da mulher e da criança, a princesa reservará parte de sua agenda no Brasil para conhecer o trabalho desenvolvido pelo Centro de Referência Nacional e Iberoamericano de Bancos de Leite Humano (BLHs).  Na ocasião, a madrinha da campanha de mobilização pela criação do Dia Mundial de Doação de Leite Humano no Brasil, a atriz Maria Paula Fidalgo, explicará para a realeza o significado desta ação que é salvar a vida de recém-nascidos no mundo.

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o diretor do IFF, Carlos Maciel, o coordenador da Rede Brasileira e Iberoamericana de Bancos de Leite Humano, João Aprígio, acompanharão a princesa pelas instalações do BLH, onde ela terá contato com gestantes, mães de prematuros receptores de leite humano, doadoras e nutrizes que buscam apoio para amamentar diretamente seus filhos. As etapas do processamento e da pasteurização do leite humano também estão incluídas no roteiro.

Após a visitação, a princesa da Dinamarca irá ao encontro de mães atendidas pelo IFF, na área externa. No local, ela assistirá a um vídeo com as ações de cooperação internacional do Instituto em 23 países para a implementação de BLHs. Em seguida, SAR Mary terá a oportunidade de interagir com BLHs de países da América Latina, África e Europa, via teleconferência. O encontro será encerrado com a apresentação de um musical infantil alusivo a importância da criação do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, tendo como mote “Leite humano: uma receita milenar”.

  • Sobre a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

Criada por iniciativa do Ministério da Saúde e da Fiocruz, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) é a maior e mais complexa do mundo, sendo composta por 210 BLHs em operação. Os resultados alcançados anualmente com a prestação de serviços e a produção de leite humano evidenciam o impacto positivo de sua atuação no campo da saúde materno-infantil brasileira. Por ano, mais de 160 mil litros de leite humano pasteurizado com qualidade certificada são distribuídos a mais de 158 mil recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva.

Os BLHs têm historicamente exercido papel importante na assistência à saúde materno-infantil no Brasil. A trajetória dos BLHs no país pode ser dividida em três períodos distintos, assim demarcada: 1983/1984 – fase inicial de consolidação com a implantação da primeira unidade; 1985/1997 – ampliação da forma de atuação, com a incorporação de atividades de promoção, proteção e apoio à amamentação; e a partir de 1998 – o desenvolvimento do projeto da rBLH-BR, com sede no IFF, cujo modelo instala um processo de crescimento pautado na descentralização e na construção de competência técnica nos estados e municípios. Este avanço foi resultado da articulação bem sucedida entre a política pública do Ministério da Saúde, a integração interinstitucional e o atendimento a demandas da sociedade por melhoria da qualidade de vida.

Nos países em desenvolvimento, quer pelo risco biológico associado à utilização de fórmulas quer pelo elevado custo dos produtos disponíveis no mercado, garantir o leite humano é garantir a nutrição adequada e a diminuição da morbidade e mortalidade neonatal. Por sua vez, a universalização do acesso ao leite humano para recém-nascidos de risco deve ser estrategicamente planejada, contemplando ações capazes de assegurar à qualidade do produto ofertado, tanto no que diz respeito a sua inocuidade quanto à manutenção de seu valor biológico. Assim, faz-se necessário à adoção de um rigoroso sistema de controle, capaz de determinar os princípios e mecanismos a serem instituídos para a garantia da qualidade do produto.

Em termos de inocuidade, a preocupação se volta para a necessidade de assegurar risco biológico zero para os recém-nascidos que recebem leite humano. Dentre os microrganismos patogênicos, passíveis de serem transmitidos por fontes primárias e secundárias de contaminação, o HIV merece lugar de destaque. Diante dessa necessidade, a pasteurização se apresenta a luz dos conhecimentos científicos atuais como alternativa eficaz e segura, praticada há duas décadas por todos os BLHs que integram a Rede.

A ação coordenada, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico são os  seus mais importantes elementos de sustentação. Por intermédio destes três pilares, vem sendo possível compatibilizar a manutenção de um elevado nível de rigor técnico com baixo custo operacional e assim, responder adequadamente não só às diferentes demandas geradas pela sociedade brasileira, como também das demais nações que integram a cooperação técnica internacional.

O sistema trabalha com tecnologias alternativas, de baixo custo, mas sensíveis o suficiente para assegurar um padrão de qualidade reconhecido internacionalmente. Em setembro de 2000, a Organização das Nações Unidas definiu as Metas do Milênio, em reunião de Cúpula com líderes de 189 países, inclusive o Brasil, que firmaram um pacto estabelecendo como prioridade eliminar a extrema pobreza e a fome do planeta até 2015. Para tanto, foram acordados oito objetivos, chamados de Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A rBLH-BR, naquele momento, já operava com aderência direta aos objetivos traçados, particularmente para a redução da mortalidade infantil e melhoria da atenção à saúde das gestantes. A prova disso foi o reconhecimento recebido pela OMS um ano depois, através do Prêmio Sasakawa de Saúde, como melhor projeto de saúde pública dentre os apresentados, destacando o inegável impacto positivo de suas ações.

  •  Mobilização pelo Dia Mundial de Doação de Leite Humano

Até o momento, o esforço de cooperação técnica já resultou em projetos de implantação de BLHs na Angola, Argentina, Belize, Bolívia, Cabo Verde, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Espanha, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Moçambique, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Tal expansão deu origem a estruturação de um modelo de atuação por meio da criação da Rede Internacional de Bancos de Leite Humano. Isso significa delimitar espaços de interação positiva e a definição dos princípios da cooperação e da comunicação entre os países.

Com esta perspectiva, em ação inédita pelo incentivo à doação de leite humano e contra a mortalidade infantil, o Brasil e outras 23 nações da América Latina, Caribe, Península Ibérica e África estão mobilizadas pela criação do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, a ser comemorado anualmente, em 19 de maio. A data simbolizará a união de esforços para a salvaguarda da vida de milhões de crianças, em todo o mundo. A iniciativa é uma proposta dos Ministérios da Saúde dos países que integram a Rede Internacional de Bancos de Leite Humano, da Fiocruz, da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e do Unicef.

A data foi definida durante o V Congresso Brasileiro de Bancos de Leite Humano e no I Fórum de Cooperação Internacional em Bancos de Leite Humano, realizados de 28 a 30 de setembro de 2010, em Brasília, quando foi elaborada a Carta de Brasília 2010, documento assinado por representantes dos 24 países integrantes da rede. A carta instituiu o dia 19 de maio como data comemorativa do Dia Mundial da Doação de Leite Humano, reconhecendo a primeira Carta de Brasília, assinada em 19 de maio de 2005, como marco histórico e pedra fundamental da criação da rBLH nos países signatários.

Esta mobilização que já envolve a América Latina, Caribe Hispânico, Haiti, Península Ibérica e África, está sendo levada para a Europa por intermédio da Associação Européia e BLH.  Seja pelos benefícios diretos que tal iniciativa gera para a saúde infantil, seja pelo o que representa esta união de esforços entre nações, em favor de uma causa tão nobre – o direito de acesso ao leite humano como salvaguarda da vida – a criação do Dia Mundial de Doação de Leite Humano precisa ser uma realidade.

 

Fonte: Fiocruz

por Cláudio Barbosa

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