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Exposição da USP na Bienal Internacional do Livro conta a história do conhecimento.

 

A Exposição “Conhecimento: custódia & acesso” — a primeira exposição sobre bibliotecas depois da revolução da internet — estará na 22a Bienal Internacional do Livro em São Paulo, de 9 a 19 de agosto. Com a curadoria do professor Marcos Galindo, a mostra conta a história do conhecimento humano, desde a criação do homem retratada por Michelangelo à informação digitalizada. A exposição, elaborada para comemorar os 30 anos do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP, ocupará cerca de 240 metros quadrados (stand 90), próximo da Praça de Alimentação.

O objetivo da exposição é promover o resgate, a preservação e o acesso ao conhecimento, sem deixar de refletir sobre os desafios impostos pela internet e pela sensação de que tudo que se quer está a um clique. “A biblioteca não trabalha só com a busca, mas também com a concepção e produção do conhecimento”, afirma a professora Sueli Ferreira, diretora do Sibi da USP.

O professor Marcos Galindo conta que o pano de fundo da mostra é o papel das bibliotecas e o mundo transformado pela tecnologia da informação. “Decidimos contar a história desde o início e por isso abrimos com a cena da criação do homem, quando Deus faz um ‘upload’ do conhecimento”, diz.

Segundo Galindo, quem for ao local poderá ver como o conhecimento passou de restrito e sagrado a cada vez mais popular e acessível conforme surgiram as universidades e a imprensa. Toda essa história é contada por meio de fotos, retratos, projeções e utensílios atuais e antigos usados no manuseio da informação. “Centramos no conhecimento, mas queremos criar uma experiência sensorial, com mais questões do que respostas.”

Entre os destaques dos três módulos da exposição, o visitante poderá conferir entrevistas com ex-alunos como Fernando Henrique Cardoso, Marcelo Tas, Miguel Nicolelis, eleito um dos 10 pesquisadores do mundo, Mayana Zatz, Roberto da Matta e Menalton Braff sobre o papel das bibliotecas. Segundo a professora Sueli, a mostra trará “desde as primeiras expressões da escrita, surgida na baixa Antiguidade na Mesopotâmia, até os avanços permitidos pelos novos instrumentos da inteligência, as tecnologias de informação e comunicação que moldam na argila de um tablet as interfaces digitais entre o conhecimento e a vida social”.

“A ideia foi discutir o papel das bibliotecas na construção do fenômeno social do conhecimento e motivar a reflexão sobre os instrumentos técnicos e as práticas sociais que permitiram tornar a informação acessível e fortalecê-la como matéria-prima básica para a construção de novas formas de conhecimento”, comenta a professora Sueli.

Atenção especial recebeu a Semana de Arte Moderna de 1922, com Mário de Andrade e Rubens Borba de Moraes – bibliotecário que foi figura central na Semana e na criação da biblioteca municipal. O público poderá ver obras raras do acervo da USP, incluindo uma edição original da revista Klaxon – ícone da época -, e folheá-la em um computador. Os visitantes podem fazer o download da revista e de outros conteúdos da exposição por meio do código QR – aplicativo de dados para celular.

Visitantes com baixa visão, dislexos, cegos e surdos cegos poderão recorrer a computadores preparados para leitura em Braille e áudio dos textos referente aos painéis e acompanhar os vídeos também por legenda, além de usufruir mapa e piso tátil. Em todos os espaços, a altura dos painéis e máquinas, os corredores de passagem e os pontos de acesso foram definidos em conformidade com os padrões internacionais de acessibilidade.

Uma outra novidade é o catálogo da exposição elaborado em formato de livro falado, com norma internacional Digital Accessible Information System (Daisy), que possibilita ao visitante navegar e buscar palavras, fazer anotações e receber a descrição falada de todas as imagens.

A exposição é como uma biblioteca da USP, tudo o que o usuário poderia acessar de material impresso e eletrônico de dentro do campus, também poderá acessar da Bienal. “Isso em função do Portal de Busca Integrada, que é a primeira e a maior instalação do inovador sistema de descoberta e princípios de web semântica”, diz a professora Sueli.

Também estará disponível no portal um acervo de mais de dois milhões de livros, 77 mil títulos de periódicos eletrônicos, 300 mil ebooks e 100 mil teses defendidas na USP. A exposição fica aberta das 10h às 22h todos os dias durante a Bienal Internacional do Livro.

Fonte: USP

por Cláudio Barbosa

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Publicado em 8 de agosto de 2012 por em América Latina, Cultura.

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