Revista Eletrönica Null / EMagazine Null

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Exame econômico no Brasil: Economia Superiores e os investimentos necessários para sustentar a recuperação esperada.

 

FMI Pesquisa on-line (20 de julho de 2012).

Esperada recuperação ainda este ano, refletindo a política de estímulo substancial,o Brasil tem amortecedores para absorver riscos de crise europeia e os choques de commodities. Reequilíbrio interno contribuiria para assegurar um crescimento forte, equilibrado.  Sistema financeiro do Brasil é forte, mas a expansão do crédito doméstico é uma preocupação.

Após um forte crescimento em 2010, a economia brasileira desacelerou, refletindo a política de aperto passado para conter riscos de inflação e, mais recentemente, o ambiente externo mais fraco.

O FMI espera uma recuperação gradual a partir deste ano como as políticas foram atenuadas. Crescimento para o ano todo é agora esperado em cerca de 2,5 por cento. Mas a dinâmica econômica é esperada para pegar nos próximos meses, com o crescimento no quarto trimestre projetado em cerca de 4 por cento em comparação com o mesmo período em 2011.

O Brasil, um membro do Grupo dos Vinte avançado levando as economias emergentes, passou por uma notável transformação social e econômica na última década. A desigualdade de renda diminuiu e o governo adotou uma política forte  de quadro mais notavel, as leis de responsabilidade fiscal, metas de inflação e uma taxa de câmbio flexível.

Mas construir sobre esses ganhos vão exigir um maior investimento e poupança. Reequilíbrio da demanda de consumo para o investimento e as exportações líquidas que vão ajudar a garantir um crescimento forte e equilibrado daqui para frente e apoiar a competitividade global.

Em uma entrevista com a Pesquisa do FMI online, de forma a coincidir com a publicação de verificação do FMI de saúde regular anual da maior economia da América Latina, o chefe do FMI  da missão para o Brasil Vikram Haksar discute as perspectivas para a economia do país e vai até os resultados da análise de sua equipe .

  • FMI Pesquisa: Por que o crescimento desacelerou, e a economia perdendo força?

Haksar: O crescimento no Brasil que se esperava para desacelerar no ano passado como as políticas, foram reforçadas para conter as pressões inflacionárias, que tinha sido uma preocupação desde o início de 2011. A combinação de várias alavancas de política económica, incluindo fiscal, monetária e de crédito que está sendo apertado ao mesmo tempo, teve maior do que os efeitos esperados. Além disso, durante o segundo semestre do ano passado, o ambiente piora externa adicionado ao entrave ao crescimento, incluindo a confiança e o investimento. O investimento tem sido particularmente fraco no Brasil durante este ciclo.

Mas as políticas foram atenuadas desde então, e esperamos um crescimento no segundo semestre deste ano.

  • FMI Pesquisa: os políticos do Brasil responderam a um crescimento mais lento com uma série de medidas, incluindo as taxas de juros mais baixas. Será que isso funciona?

Haksar: Apoiamos a combinação de políticas que as autoridades puseram em prática fácil da política monetária e política fiscal focada na meta de superávit primário para trazer a dívida para baixo.

A política monetária no Brasil é poderosa, como tem sido demonstrado por vários estudos. Já houve uma substancial redução de 450 pontos base na taxa de juro desde agosto do ano passado. Mas há defasagens com que a política monetária afeta a economia. Estes desfasamentos são normalmente a partir de 9 a 12 meses.

Esperamos, portanto, a flexibilização da política que começou em 2011 para começar a ter efeitos mais significativos no segundo semestre deste ano. Além disso, a taxa de câmbio enfraqueceu um pouco desde o ano passado, o que deve ser gradualmente mais favoráveis do crescimento.

  • FMI Pesquisa: O FMI disse que os riscos para as perspectivas mundiais subiram. Quais são os principais riscos para o Brasil, e qual é a melhor maneira de lidar com elas?

Haksar: Nossa análise mostra que os principais riscos para o Brasil surgem a partir da perspectiva de preços mais baixos das commodities, a possibilidade de mais apertadas condições financeiras externas, e uma queda potencial de demanda da Europa, que é um importante parceiro comercial para o Brasil.

Como foi documentado no Outlook do FMI Mundial recente Económico e globais atualizações Relatório de Estabilidade Financeira, os riscos globais têm aumentado. Dito isto, acreditamos que as autoridades têm espaço substancial para a manobra. O Brasil construiu quadros políticos fortes e aumentou seus buffers de políticas. As reservas internacionais estão em níveis recordes de alta e amortecedores de liquidez em bancos comerciais que são muito grandes. Ambos estes tampões pode ser usado para apoiar a assistência liquidez ordenada, em caso de choques inesperados que pode atingir.

Além disso, se a crise global se intensificar, há uma margem substancial para flexibilização da política monetária ainda mais, especialmente agora que o piso implícito na taxa de juro foi removido com a importante reforma recente das contas de poupança.

  • Pesquisa do FMI: Os fluxos de capitais  para os mercados emergentes têm sido extremamente voláteis recentemente. Qual foi o impacto desses fluxos no Brasil?

Haksar: Acreditamos que o Brasil tem utilizado de forma adequada todos os instrumentos políticos disponíveis para gerenciar os fluxos de capitais voláteis. Em 2010 e 2011, quando o Brasil estava recebendo fluxos de capital muito grande, a taxa de câmbio apreciada de forma substancial, as autoridades aumentaram suas reservas, e a política fiscal passou a ser apertada.

Além disso, quando as pressõesdo  fluxo de capitais têm sido muito forte, as medidas de fluxo Capital Management (CFMs) foram mobilizados para compensar essa pressão. Da mesma forma, quando as pressões de saída de capital tem surgido por causa de, por exemplo, aumentou da percepção de risco global, o CFMs foram facilitados, a fim de atenuar os efeitos dessa volatilidade.

O quadro CFM no Brasil tem sido utilizado de forma anticíclica, o que acreditamos tenha sido apropriado.

  • FMI Pesquisa: Crédito bancário cresceu muito rápido na última década, particularmente no sector da habitação. Você está preocupado com o impacto que isso pode ter sobre a estabilidade do sistema bancário?

Haksar: A expansão do crédito de que o Brasil tem visto na década passada ambos em termos da taxa de crescimento de crédito e da duração do tempo durante o qual o crédito foi expandindo, tem sido bastante alta para os padrões internacionais. Naturalmente, nós olhamos para isso muito cuidadosamente em nosso relatório e também foi um importante foco da análise financeira do Programa de Avaliação do Setor que foi realizado ao mesmo tempo como a nossa análise.

O sistema financeiro no Brasil tem muitos pontos fortes que mitiguem os riscos dos bancos que têm altos níveis de capital de boa qualidade e amortecedores de liquidez de grandes dimensões. O quadro de supervisão prudencial e também o forte e pró-ativa.

No entanto, o crédito ao consumo aumentou para níveis elevados. Com taxas de juros no Brasil bastante elevado, o serviço da dívida sobre as famílias subiu. Esta é uma preocupação. Acompanhamento de perto será necessário para garantir que as famílias tenham uma dívida administrável daqui para frente.

Outra área de preocupação é a rápida expansão dos empréstimos no setor da habitação. Mas aqui é importante notar que, enquanto o crédito global tem crescido rapidamente, incluindo na habitação, ambos têm crescido a níveis baixos. O sistema financeiro brasileiro é pequeno em relação aos sistemas financeiros em muitos outros mercados emergentes e, certamente, em relação às economias avançadas. Além disso, uma grande parte dos empréstimos tem sido a de áreas prioritárias, especialmente em habitação de baixa renda por meio de bancos públicos. Novamente, esta é uma área que vai exigir uma fiscalização rigorosa, especialmente com o aumento dos preços da habitação que têm sido bastante considerável.

  • FMI Pesquisa: Como o Brasil pode construir sobre os progressos substanciais realizados em termos de crescimento, inclusive na última década?

Haksar: O Brasil teve um desempenho impressionante crescimento na última década, em parte refletindo os seus ganhos com a estabilização macroeconômica, bem como preços mais altos das commodities. Isto apoiou a agenda social do governo para um crescimento mais inclusivo, o que resultou em reduções consideráveis em situação de pobreza, desigualdade e maior formalização da economia, os quais melhoraram a qualidade de vida e desenvolvimento humano no Brasil.

Indo para a frente, no entanto, acreditamos que medidas adicionais serão necessários para assegurar que o crescimento estável e equilibrado possa continuar no Brasil. A este respeito, será importante para aumentar o nível de poupança de agregados e de investimento na economia, ambos os quais são baixas em comparação com os pares emergentes. Além disso, o reforço do ambiente de negócios também será crucial. Isto não só irá criar maiores incentivos para o investimento privado, mas também suportam ganhos em produtividade e competitividade, que são necessários para assegurar um crescimento sustentado.

  • Pesquisa do FMI: O Brasil está embarcando em dois importantes projetos, hospedagem de 2014 Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016. Como pode o país assegurar um legado duradouro e positivo econômico destes eventos?

Haksar: Estes são dois eventos muito importantes e que não dotam o país de uma oportunidade única para apoiar o desenvolvimento em áreas importantes. Há uma necessidade de aumentar os investimentos pelo setor público, que é baixo em comparação com seus pares emergentes, especialmente em infraestrutura.

Mas os aumentos de investimento público também devem ser acompanhados pelo aumento da poupança pública para pagar este valor mais elevadode  nível de investimento. Uma maneira de conseguir isso seria para encontrar mais espaço dentro do orçamento para financiar e priorizar investimentos em oposição aos gastos de consumo. Neste contexto, medidas poderiam ser tomadas para aumentar a flexibilidade do orçamento, o que tornaria mais fácil para aumentar o investimento dentro das metas estabelecidas fiscais. Ao alavancar esses importantes eventos internacionais, o Brasil pode fornecer um legado económico duradouro que irá apoiar a produtividade e o crescimento.

Fonte: Portal do (FMI)
Por Cláudio Barbosa

 

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Publicado às 27 de julho de 2012 por em Ciência e marcado , .

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