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103 Anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro: Muitas festas e comemorações o dia todo para o público que tanto ama o Theatro mais famoso do Brasil e da América Latina.

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, abriu sábado, (14/07), as portas de sua casa de espetáculos para o público prestigiar o seu 103º Aniversário de existência. A casa contou com festivos durante o dia todo. O Theatro reuniu apresentações com os três corpos estáveis da casa: Coro, ballet e orquestra. Nas sessões, a abertura com Os Pequenos Mozart, seguiu com Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, , Grupo de Teatro do Colégio estadual Walter Orlandini, Companhia Jovem de Ballet, e para finalizar, Orquestra Sinfônica – Ópera Rigoletto, de Verdi. A festa de comemoração do aniversário do Theatro do Rio de Janeiro é tradição na cidade do Rio de Janeiro, e acontece uma vez ao ano. Após ter passado por recentes reformas, foi reinaugado em 2010 com a presença ilustre de autoridades do país como o ex-Presidente Luís Inacio  Lula da Silva. A casa ainda abriga inovada e tradicional arquitetura preservada pela restauração. Muitos bailarinos são aclamados pelo Theatro, entre uma das que foi a primeira a trabalhar na casa, a profissional Ana Botafogo. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi aclamado e aplaudido de pé com seu 103º aniversário ao receber um público amante de teatro, música e dança. A história do Theatro Muncipal se confunde com a história do Rio de Janeiro.
Um dos mais imponentes e belos prédios do Rio de Janeiro, o Theatro Municipal foi inaugurado em 14 de julho de 1909. Erguido de frente para a Praça Floriano, conhecida como Cinelândia, no centro da cidade, o Theatro Municipal é a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul.  Sua história é fascinante e se mistura com a trajetória da cultura do País. Ao longo de pouco mais de um século de existência, o Theatro tem recebidos os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, da música e da ópera.


A casa abriu no sábado (14/07), as suas portas para receber o público diversificado em música e dança com mais um aniversário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O 103º Aniversário teve intensa programação para o público além de diversas surpresas e brindes para o visitante.


A festa começou às 10h, com um concerto nas escadarias do foyer de entrada com “Os Pequenos Mozart”, grupo formado por crianças de 3 a 14 anos, sob direção artística de Suray Soren. O conjunto é dono de um repertório vasto, que inclui obras de compositores clássicos assim como populares.

  • Grupo de Teatro do Colégio Estadual Walter Orlandin.

Em seguida, às 11h, os alunos do Grupo de Teatro do Colégio Estadual Walter Orlandini, apresentaram, a convite do Theatro Municipal, o espetáculo Primavera n° 01, que integrou a 1ª Semana de Arte da Rede Estadual de Ensino, e pela primeira vez, os adolescentes tomaram contato com o universo clássico. O resultado foi tão bom que o Theatro Municipal convidou o grupo para participar das comemorações de aniversário.  E junto ao alunos do Grupo de Teatro do Colégio Estadual Walter Orlandini, a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa / EEDMO.
“Sou maestro de Coro de Música do Theatro. Recebi o convite da Secretaria de Educação e da presidente Carla Camurati para preparar os alunos. Preparei rapidamente, e foram alunos excelentes, pois nunca haviam cantado. Tive pouco tempo para prepará-los, mas consegui. Tiveram que aprender o texto em alemão. Eles cantaram Puccini e Bethoven. O resultado foi esse, um maravilhoso espetáculo muito aplaudido”, declarou o Maestro Maurício Santos Costa, formado em piano, regência e canto que foi convidado pelo Theatro para ser maestro no ano de 1999.

“Todos os anos a nossa presidente Carla Camurati nos chama para abrirmos o espetáculo no Theatro. Nós nos preparamos e preparamos as bailarinas. Elas ensaiam diariamente. Hoje, apresentamos Gottschalk – Fantasia brasileira; Strauss – Primeiros Passos; Música popular Italiana – Tarantella; Minkus – O Sonho de Don Quixote; e finalizamos com Fantasia Brasileira com o hino nacional brasileiro. Este ano, faremos outras apresentações aqui no maravilhoso Theatro Municipal”, contou a Diretora da (EEDMO), Maria Luisa Noronha.


Gustavo Henrique Drucker, autônomo, teve a honra de prestigiar a filha de 9 anos de idade se apresentar no palco do Theatro, pela (EEDMO) e afirmou ser frequentador assiduo da casa de espetáculos : “Com muita honra tive o prestígio de ver a minha filha dançar para o Theatro Municipal. Ela já havia dançado para o Theatro nos 85 anos da Escola Maria Olenewa, com o espetáculo “O Quebra Nozes”, e hoje no aniversário do Theatro foi uma honra. E além de ver a minha filha, ganhei um livro em homenagem ao Theatro de brinde. Sou freqüentador assíduo desde de criança, pois minha mãe era pianista.”
“Fizemos a apresentação de quatro ballets. Tivemos duas semanas de ensaio para a festa do Theatro. E foi muito gratificante se apresentar numa casa como esta. Faz 8 anos que danço para esta maravilhosa casa de ballet, e faço ballet faz 15 anos”, enfatizou Chantalla Carvalho, bailarina da (EEDMO).

  • A Escola Estadual de Dança Maria Olenewa / EEDMO.

Em abril de 2012 a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, pertencente à Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, completou 85 anos de trabalhos ininterruptos. Trata-se da primeira, principal e, comprovadamente, mais importante Escola de Dança do País. Resultado do esforço da bailarina Maria Olenewa, primeira bailarina da Companhia de Dança Ana Pavlova, da Rússia, a escola foi fundada em 21 de abril de 1927. Olenewa dançou no Brasil pela primeira vez em 1918 e teve a ideia de fundar a primeira escola de dança do país. A bailarina levou o projeto à direção do Theatro Municipal, que encampou a iniciativa. A instituição iniciou suas atividades no prédio anexo do Municipal, onde funcionou até 1977. Em 1978, foi transferida para sede própria, na Rua Visconde de Maranguape, 15, na Lapa, onde permanece até hoje.
Ao longo de sua tradição na formação de profissionais da dança, a Escola Estadual Maria Olenewa se orgulha pelos nomes que se espalham pelo país e pelo mundo carregando o seu nome em suas histórias de vida.

  • Sua cronologia.

Em 1936, foi criado o Corpo de Baile do Theatro Municipal com alunos oriundos da escola, formando então dois setores, continuando, porém, a escola com o objetivo de preparar elementos para o Corpo de Baile.
Escola Estadual de Dança Maria Olenewa recebeu esta atual denominação em 1982, por decisão do então governador Dr. Chagas Freitas que acatou a sugestão da Associação de Ballet do Rio de Janeiro em homenagem a fundadora da Escola de Dança.
A partir de 1995 voltou a fazer parte da Fundação Theatro Municipal, continuando a se constituir em um estabelecimento pioneiro de ensino profissionalizante, credor de um significativo acervo de realizações no campo didático, pela atividade artística e na qualidade de celeiro natural de valores, sempre a integrar os conjuntos coreográficos do Brasil e do Exterior.
A Escola oferece curso profissionalizante com aulas de Ballet clássico, pas de deux, repertório clássico, danças características, dança espanhola, ballet moderno, composição e improvisação, história da arte, história da dança, terminologia da dança clássica, educação musical, comportamento e atitude profissional. E, ao longo de sua existência vem sendo responsável pela formação dos mais importantes nomes brasileiros que atuam no ballet seja como bailarinos, coreógrafos, maitres no Brasil e no exterior. A Direção é feita pela Diretora Maria Luisa Noronha.

  • Companhia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro

13h  o espetáculo seguiu com a Companhia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro, que tem direção geral de Mariza Estrella e artística de Dalal Achcar. A companhia dançou: Alexandre Bàlanescu – FugA Technic@(Coreografia de Eric Frederic); Adolph Adam – Com amor(Coreografia de Dalal Achcar), pás-dedeux; Mozart – Mozarteando (Coreografia de Ivonice Satie); Boz Scaggs – Chie Ayado – Slow Dancer (Coreografia de Eric Frederic); e Barbatuques, Naná Vanconcelos e  Pedro Luis – Forró (Coreografia de Janice Botelho).


Mariza Estrella explicou como é formada a Companhia Jovem e a grande honra em poder apresentar a sua Companhia no Theatro Municipal com o apoio de Carla Camurati, presidente do Theatro: “A Companhia Jovem é formada por 18 jovens e uma menina de 14 anos. Estamos sempre fazendo a formação final dos bailarinos para irem para outras companhias mais profissionais, ou continuar conosco até surgir uma oportunidade. É muito importante a realização de hoje no Theatro Municipal. E já nos apresentamos em outros aniversários. É uma honra nos apresentarmos com o apoio de Carla Camurati. Estou honrada de ser a diretora dessa Companhia tão maravilhosa.”


Christina Zuin, bailarina, veio ao Theatro Municipal assistir o espetáculo da Companhia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro com suas amigas. A bailarina confirmou que os espetáculos do Theatro são maravilhosos, e explicou a arte da dança para a vida. “Gostaríamos que um espetáculo desses acontecesse mais de uma vez ano para o público brasileiro ter a oportunidade de vir. A arte da dança e do movimento é tudo de bom. Se o bailarino não seguir carreira, ao menos se aprende a lidar com a profissão e com a vida. Na arte da dança se aprende um jogo de cintura para vida. Parabéns aos jovens maravilhosos.”
Andrea Rauth, bailarina, que mora no exterior, também parabenizou a maravilhosa apresentação, e disse que não há nenhuma diferença de nível do Brasil para o exterior: “ O dia foi lindo. Os bailarinos foram maravilhosos. O nível está muito alto, o Brasil, o Rio de Janeiro, não tem nada a invejar dos ballets do exterior. Moro no exterior e vejo que não há diferença. Estou muito orgulhosa de ser brasileira.”

  • Ballet do Theatro Municipal

Às 15h o espetáculo prosseguiu apresentado pela primeira bailarina do Theatro Municipal, Ana Botafogo. O espetáculo reuniu trechos das obras de Carmen, de Roland Petit; Romeu e Julieta, de John Cranko; A criação, de Uwe Scholz; Don Quixote, em versão de Dalal Achcar; e Nascimento Novo.


Maria Vitória, estudante de economia da PUC veio assistir ao espetáculo e contou sua alegria de participar do 103º aniversário do Theatro, e acima de tudo um espetáculo tão maravilhoso gratuito: “Acho interessante porque é gratuito esse maravilhoso espetáculo. E para mim é muito importante incentivar a cultura, pois há muita gente que não tem esse tipo de oportunidade. Hoje a comemoração é de muita alegria e cultura.”


“Estou muito feliz de participar do ano de aniversário do Theatro Municipal. As pessoas estão aqui porque amam o Theatro e amam a dança. E é emocionante se apresentar nessa casa. Quero participar de muitos outros”, afirmou Márcia Jaqueline, 30 anos, dançarina de ballet para o Theatro por 15 anos, e dançou Don Quixote, em versão de Dalal Achcar.

Diretor Artístico e Carla Camurati, presidenta do Theatro Municipal.

O diretor Artístico do ballet, Hélio Verjane do Theatro Municipal, declarou a importância do ballet no Theatro Municipal e  indicou a importância de Ana Botafogo para a casa de espetáculos: “Nós oferecemos um pouco de tudo que temos apresentado em nossa direção nesses quatro anos. Apresentamos trechos de obras como Carmen, extratos, Romeu e Julieta, a Criação,Don Quixote e Milton Nascimento. Na abertura do ballet tivemos Ana Botafogo que faz parte da nossa companhia e é importante a sua participação nessa comemoração de 103 anos.”

  • Ana Botafogo, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ana Botafogo, primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, ano que ingressou na importante companhia de dança brasileira após ser aprovada num concurso público, é dona de uma carreira repleta de conquistas importantes.
Apesar de nunca ter imaginado que sua estrela brilharia tanto, Ana afirma que a dança sempre foi a coisa mais importante em sua vida. Sua seriedade e comprometimento com a profissão a levaram a superar todo o tipo de obstáculos. Com seu carisma, a bailarina contagia seu público e inspira jovens bailarinas do país inteiro quando enche o palco com sua dança e magia.
Ana Botafogo iniciou seus estudos de ballet clássico ainda pequena em sua cidade natal, mas foi no exterior que ela complementou sua formação. Na Europa freqüentou a Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris (França), a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França) e o Dance Center-Covent Garden, em Londres (Inglaterra).
Foi na França, mais precisamente na Ballet de Marseille, do famoso coreógrafo Roland Petit, que a bailarina brasileira dançou como profissional pela primeira vez.  Suas performances no exterior incluem participações em festivais em Lausanne (Suíça), Veneza (Itália), Havana (Cuba) e na Gala Iberoamericana de La Danza, representando o Brasil, no espetáculo dirigido por Alicia Alonso, em Madrid (Espanha), realizado em comemoração aos 500 Anos do Descobrimento das Américas.

  • Obras dançadas

De volta ao Brasil no final da década de 70, a bailarina ainda muito jovem, foi  nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981 juntou-se ao balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Ao longo de sua carreira, Ana Botafogo já interpretou os papéis principais de todos as mais importantes obras do repertório da dança clássica. Destacam-se suas performances em produções completas como Coppélia, O Quebra Nozes, Giselle, Romeu e Julieta, Don Quixote, La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, Floresta Amazônica, A Bela Adormecida, Zorba o Grego, A Megera Domada e Eugene Onegin. A bailarina também levou para diversas capitais brasileiras os espetáculos ”Ana Botafogo In Concert” e ”Três Momentos do Amor”.
Em 1995, na qualidade de ”étoille” convidada da Companhia de Opera Lodz (Polônia), interpretou o papel feminino do Ballet Zorba, O Grego, dançando em várias cidades do Brasil.
Ana dançou como artista convidada de importantes Companhias de Ballet, tais como: Saddler’s Wells Royal Ballet (Inglaterra), Ballet Nacional de Cuba (Cuba), Ballet del Opera di Roma (Itália), entre outras.

  • Parceiros

Entre seus partners internacionais estão os mais expressivos nomes da dança mundial como Fernando Bujones, Julio Bocca, David Wall, Desmond Kelly, Cyril Athanassof, Alexander Godunov, Richard Cragun, Jean-Yves Lormeau, Lazaro Carreño, Tetsuya Kumakawa, Yuri Klevtsov, José Manuel Carreño e Slawomir Wozniak.
Mas suas sapatilhas conquistaram muito mais que calorosos aplausos ao redor do Brasil e do mundo. A bailarina foi presenteada pelo Governo dos Estados Unidos da América do Norte, por intermédio Comissão Fulbright e do Governo da Inglaterra, com bolsas de estudo para aperfeiçoamento da dança.

  • Títulos.

Entre os muitos títulos que recebeu do governo do Rio de Janeiro estão o de Embaixatriz da Cidade do Rio de Janeiro e o de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. O Ministro da Cultura da República Francesa nomeou-a em 1997 ”Chevalier Dans L’Ordre des Arts et des Lettres” e em 1999, o Ministério da Cultura do Brasil outorgou-lhe o Troféu Mambembe referente ao ano de 1998, pelo reconhecimento ao conjunto do trabalho e divulgação da dança em todo o território nacional. Em dezembro de 2002 recebeu do Ministério da Cultura a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendadora, por ter se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura no país,e em agosto de 2004 recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernestro da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Ana Botafogo é considerada, tanto pelo público como pela crítica, uma das mais importantes bailarinas brasileiras por sua técnica, versatilidade e arte.

  • Fim de Programação com Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e Rigoletto, ópera de Giuseppe Verdi.

Com o fim da programação, às 20h, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal ofereceram Rigoletto, ópera de Giuseppe Verdi, com direção cênica de Pier Francisco Maestrini, regência do maestro soprano albanesa Artemisa Repa (Gilda), o tenor carioca Fernando Portari (Duque), além de Savio Sperandio,Adriana Clis e Manuel Alvarez, entre outros. Uma das obras mais populares do repertório Verdiano, Rigoletto abriu a temporada lírica 2012 do Theatro Muncipal e se encontra em cartaz.

  • Rigoletto, a obra.

Rigoletto é uma ópera em três atos do compositor italiano Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave. Estreou no teatro La Fenice de Veneza em 11 de março de 1851. Ópera inspirada na peça de teatro Le roi s’amuse de Victor Hugo. A personagem do Duque era inicialmente o Rei.

  • Solistas:

Roberta Frontali – Rigoletto; Artemisa Repa – Gilda; Fernando Portati – Duque; Savio Sperandio – Sparafucile; Adriana Clis – Madalena.

  • O Theatro e sua História

A ideia de um teatro nacional com uma companhia teatral estatal já existia desde meados do século XIX e foi defendida, entre outros, pelo grande ator e empresário João Caetano. Mas o projeto só começou a ganhar consistência no final daquele século, com o empenho do dramaturgo Arthur Azevedo (1855-1908). A luta incansável de Azevedo foi travada nas páginas dos jornais e acabou por trazer resultados.
O Prefeito do Distrito Federal, entre os anos de 1902 e 1906, o engenheiro Pereira Passos o planejou como o toque final da reforma que realizou na cidade do Rio de Janeiro, sendo o Theatro construído com base na fusão do projeto arquitetônico de Francisco de Oliveira Passos, com o de Albert Guilbert, que haviam empatado no concurso organizado para o projeto do novo teatro. O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris, construída por Charles Garnier.
Inicialmente, o Theatro foi apenas uma casa de espetáculos, que recebia principalmente companhias estrangeiras, na maioria trazidas da Itália e da França. A partir da década de 30, o Municipal passou a ter seus próprios corpos artísticos: orquestra, coro e ballet. Os três continuam em plena atividade e realizam várias produções próprias a cada ano. Hoje, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a única instituição cultural brasileira a manter simultaneamente um coro, uma orquestra sinfônica e uma companhia de ballet.
O Theatro e as reformas durante a sua existência.
Ao longo de sua existência, o Theatro Municipal passou por quatro reformas. Em 1934, a primeira obra mudou a cara da sala de espetáculo, que foi ampliada. Na década de 70, ele sofreu sua primeira restauração, reabrindo em 1979 com a proibição dos bailes de carnaval, que até então aconteciam no local. Na década de 80 ocorreu a terceira e em 2008 a quarta, a maior já feita no Theatro que contemplou sua parte estrutural (hidráulica, elétrica, etc.) como também uma grande modernização de seu equipamento cênico. Com a reforma, o Theatro Municipal teve devolvido o brilho e o glamour que integram sua história. O Theatro Municipal foi reaberto no dia 27 de maio de 2010, em solenidade que contou com a presença do então Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, do Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, e do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. No dia seguinte, a casa foi aberta ao público e a temporada iniciada com O Trovador, ópera de Giuseppe Verdi.

  • Cronologia da existência do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A atividade teatral era, na segunda metade do século XIX, muito intensa no Rio de Janeiro. Mas a então capital do Brasil não tinha um teatro que correspondesse plenamente a essa atividade e estivesse à altura da principal cidade do país. Seus dois maiores, o São Pedro e o Lírico, eram criticados pelas suas instalações, seja pelo público, seja pelas companhias que neles atuavam.
Em 1894, o autor teatral Arthur Azevedo lançou uma campanha para que um teatro fosse construído para ser sede de uma companhia municipal, a ser criada nos moldes da Comédie Française. Mas a campanha resultou apenas em uma Lei Municipal, que determinou a construção do Theatro Municipal. A lei, no entanto, não foi cumprida, apesar da existência de uma taxa para financiar a obra. A arrecadação desse novo imposto nunca foi utilizada para a construção do Theatro.
Somente em 1903, o prefeito Pereira Passos, nomeado pelo presidente Rodrigues Alves, retomou a idéia e, a 15 de outubro de 1903, lançou um edital com um concurso para a apresentação de projetos para a construção do Theatro Municipal.
Encerrado o prazo do concurso, em março de 1904, foram recebidos sete projetos. Os dois primeiros colocados ficaram empatados: o “Áquila”, pseudônimo do engenheiro Francisco de Oliveira Passos, e o “Isadora“, pseudônimo do arquiteto francês Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses.
O resultado deste concurso foi motivo para uma longa polêmica na Câmara Municipal, acompanhada pelos principais jornais da época, em torno da verdadeira autoria do projeto “Áquila” – que se dizia feito pela seção de arquitetura da Prefeitura – e do suposto favoritismo de Oliveira Passos, pelo fato de ser filho do prefeito, entre outros argumentos.
Como decisão final resolveu-se pela fusão dos dois projetos pois, na verdade, os dois projetos ganhadores correspondiam a uma mesma tipologia.
Feitas as alterações no projeto, a 2 de janeiro de 1905, o prédio começou a ser erguido, com a colocação da primeira das 1.180 estacas de madeira de lei sobre as quais se assenta o edifício. Para decorar o edifício foram chamados os mais importantes pintores e escultores da época, como Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli. Também foram recrutados artesãos europeus para fazer vitrais e mosaicos.

  • Inauguração do Theatro.

Finalmente, quatro anos e meio mais tarde – um tempo recorde para a obra, que teve o revezamento de 280 operários em dois turnos de trabalho – no dia 14 de julho de 1909 foi inaugurado pelo presidente Nilo Peçanha o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que tinha capacidade para 1.739 espectadores. Serzedelo Correa era o prefeito da cidade.

Em 1934, com a constatação de que o teatro estava pequeno para o tamanho da população da cidade, que tinha crescido muito, a capacidade da sala foi aumentada para 2.205 lugares. A obra, apesar de sua complexidade, foi realizada em três meses, novamente em tempo recorde para a época. Posteriormente, com algumas modificações, chegou-se ao número de 2.361 lugares.

  • Reformas

Em 1975, a 19 de outubro, o Theatro foi fechado para obras de restauração e modernização de suas instalações e reaberto em 15 de março de 1978. No mesmo ano foi criada a Central Técnica de Produção, responsável por toda a execução dos espetáculos da casa.

Em 1996, iniciou-se a construção do edifício Anexo. O objetivo foi desafogar o teatro dos ensaios para os espetáculos, que, com a atividade intensa da programação durante todo o ano, ficou pequeno para eles e, também, para abrigar condignamente os corpos artísticos.Com a inauguração do prédio, o Coro, a Orquestra e o Ballet ganharam novas salas de ensaio e bastante espaço para suas práticas artísticas.

Em 2008, com o patrocínio dos Grandes Patronos: Petrobrás, BNDES, Eletrobrás e Rede Globo de Televisão; Patronos Ouro Embratel e Vale; e dos Co-Patrocinadores Bradesco Seguro e Previdência e MetrôRio tornou-se possível iniciar a obra de restauração e modernização para o centenário do Theatro. Para tal a casa foi fechada em meados de outubro daquele ano.
O Theatro Municipal reabriu em 27 de maio de 2010 totalmente reformado, após dezoito meses fechado. A obra de restauração e modernização foi a maior reforma da historia do teatro e custou R$ 64 milhões.

  • Mais informações: Praca Marechal Floriano S/N – Centro, Rio de Janeiro – Rj -Cep : 031-050,Tel: 2332-9191 / 2332-9134.

 

Entrevistas: Cláudio Barbosa
Texto: Cláudio Barbosa
Fotos: Cláudio Barbosa
Fonte: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Assessora: Moira Briggs

 

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Publicado em 27 de julho de 2012 por em América Latina, Cultura.

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